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Olhar Espacial discute os riscos do lixo que cerca a Terra

Redação31 de outubro de 2025
Olhar Espacial discute os riscos do lixo que cerca a Terra

O número de objetos em órbita cresce em ritmo acelerado, impulsionado pela expansão de constelações como a da Starlink, serviço de internet da SpaceX.

O número de objetos em órbita cresce em ritmo acelerado, impulsionado pela expansão de constelações como a da Starlink, serviço de internet da SpaceX. Entre um e dois satélites da rede reentram na atmosfera todos os dias, e a tendência é que esse movimento aumente.

Embora a multiplicação de lançamentos traga benefícios evidentes, também representa um desafio que se agrava a cada ano: a grande quantidade de fragmentos que permanecem circulando ao redor do planeta – uma verdadeira atmosfera de lixo espacial.

Representação artística produzida por Inteligência Artificial (IA) de uma colisão entre detritos na órbita da Terra. Crédito: Flavia Correia via DALL-E/Olhar Digital
Segundo estimativas da Agência Espacial Europeia (ESA), mais de 36 mil detritos com mais de 10 centímetros orbitam a Terra, somando cerca de 11 mil toneladas de material. São pedaços de foguetes, satélites inativos e minúsculos resquícios de colisões que viajam a velocidades altíssimas. Esses resíduos representam risco para missões ativas e para as estações espaciais, tornando essencial o monitoramento constante.

Especialistas falam sobre o problema do lixo espacial

O Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (31) recebe dois especialistas para discutir soluções e impactos do lixo espacial. Um deles é Wagner José Corradi Barbosa, diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (LNA/MCTI). Astrofísico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado e doutorado na mesma instituição, ele realizou estágios no Observatório da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e no Observatório Europeu do Sul, na Alemanha. É autor de livros e ferramentas didáticas, membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Universidade Aberta do Brasil (UniRede) e da União Astronômica Internacional (IAU), professor na UFMG e colecionador de conquistas notáveis, como o maior catálogo de estrelas jovens do Hemisfério Sul, a caracterização do planeta anão Eris e a descoberta de 62 aglomerados estelares.
O astrofísico Wagner Corradi vai participar do Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (31). Crédito: Arquivo pessoal
Também participa do programa Éder Martioli, pesquisador titular do LNA e associado ao Instituto de Astrofísica de Paris (IAP), na França. Doutor em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Martioli é presidente do Comitê Nacional de Alocação de Tempo do Observatório Gemini e atua como astrônomo de suporte no Observatório do Pico dos Dias (entre os municípios de Brazópolis e Piranguçu, MG) e no Escritório Nacional do Observatório Gemini no Brasil, no LNA. Ex-astrônomo residente do Canada-France-Hawaii Telescope, sua pesquisa foca em astronomia observacional óptica e infravermelha, com ênfase em astrofísica estelar e detecção de sistemas planetários extrassolares.
Eder Martioli, também astrofísico, é o outro convidado desta noite do Programa Olhar Espacial. Crédito: Arquivo pessoal
Não perca o programa desta noite e entenda por que o aumento do lixo espacial deve preocupar a todos nós. Um episódio essencial para entender como esses fragmentos ameaçam satélites, comunicações e o futuro das atividades humanas no espaço.

Leia mais:

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTubeFacebookInstagramX (antigo Twitter)LinkedIn e TikTok.

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Olhar espacialCiência e espaçoLixo espacial

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