O que é um reator nuclear pequeno e como funciona?

O uso da energia nuclear para a transição energética vem ganhando defensores e projetos, já que, mesmo produzindo rejeito radioativo – que precisa ser armazenado com cuidado –, as usinas atômicas não emitem gases de efeito estufa, sendo uma boa alternativa.
O uso da energia nuclear para a transição energética vem ganhando defensores e projetos, já que, mesmo produzindo rejeito radioativo – que precisa ser armazenado com cuidado –, as usinas atômicas não emitem gases de efeito estufa, sendo uma boa alternativa.
Contudo, o setor não está apostando necessariamente em empreendimentos de grande porte, que demandam grandes investimentos e demoram décadas para ficar prontos. Em vez disso, a aposta são os pequenos reatores nucleares, chamados de SMRs (Small Modular Reactors).
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O que é um reator nuclear pequeno (SMR)?
Reatores modulares pequenos, também chamados de SMRs (Small Modular Reactors em inglês), são reatores de fissão nuclear que têm em torno de 10% do tamanho de um reator convencional.
Os primeiros reatores nucleares pequenos foram desenvolvidos a partir dos anos 1950 e 1960 para uso militar e em submarinos nucleares, porque precisavam ser compactos, eficientes e seguros para operar em locais limitados.
Por serem modulares, podem ser produzidos de forma padrão em uma fábrica e depois transportados para o local onde a energia será gerada. Isso reduz custos e facilita a ampliação das usinas, que podem começar operando com um módulo e acrescentarem outros depois.
Além disso, os reatores modulares reduzem a construção no local, aumentando a eficiência de contenção e a segurança, com o uso de recursos de segurança passivos que operam sem intervenção humana.
Ainda que o tamanho de uma usina tradicional seja em torno de dez vezes o de um SMR, a dimensão pode variar. A Petrobras, por exemplo, pensa em modelos entre 5 e 20 megawatts (MW) de potência, mas também há reatores de 50 MW ou até 300 MW.
O investimento em reatores pequenos tem como objetivo contornar dois dos principais obstáculos que impedem o avanço da energia nuclear: o alto custo para erguer e operar uma usina e a resistência da população, que tem medo de acidentes radioativos. 
Como funciona um reator nuclear pequeno (SMR)?
Alguns modelos são basicamente reatores de água pressurizada, iguais a cerca de 400 reatores em todo o mundo, porém, em uma escala menor, com cerca de um décimo do tamanho.
Contudo, ainda existem outras versões que, ao invés de água, usam sódio, chumbo e outros elementos químicos. Além de gerar energia elétrica, os pequenos reatores podem ser usados em cogeração, aquecimento, dessalinização da água, produção de vapor para uso industrial e produção de hidrogênio. 
Quais as diferenças de um reator nuclear para um SMR?
A capacidade de geração de energia dos SMRs é de até 300 megawatts elétricos (MWe), sendo muito menor do que as usinas tradicionais, que podem gerar até 1.000 MWe ou mais. Em compensação, os SMRs são projetados para serem modulares e transportáveis, o que torna o processo de construção mais rápido e econômico em comparação com os tradicionais.Os SMRs apresentam diversas vantagens em relação às usinas nucleares. Porém, também contam com desafios significativos a serem superados para que sejam adotados por completo. 
Por serem modulares, várias unidades podem ser instaladas em um mesmo local, aumentando a capacidade de geração de energia, e por serem construídos em fábrica e transportados par ao local de instalação, os SMRs possuem um processo de construção mais rápido e econômico.
Os pequenos reatores nucleares foram projetados para proporcionar maior segurança, menor custo, maior flexibilidade e menor impacto ambiental quando comparados com as usinas nucleares convencionais. Eles também podem ser usados para fornecer energia para áreas remotas e regiões com baixa demanda de eletricidade.
Fonte: Olhardigital




