Novo cimento pode salvar o mundo do aquecimento global

O dióxido de carbono emitido por diversas ações humanas é o principal responsável pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas.
O dióxido de carbono emitido por diversas ações humanas é o principal responsável pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas. E o planeta Terra tem fontes inesgotáveis de minerais que poderiam ser usados para removê-lo da atmosfera. A questão é que eles não reagem rápido o suficiente para neutralizar as emissões humanas.
Foi a partir daí que químicos da Universidade de Stanford decidiram estudar uma maneira prática de remover o dióxido de carbono atmosférico. O método usa calor para transformar minerais comuns em materiais que sequestram carbono permanentemente.
E o que torna o projeto ainda mais atrativo é que o processo pode ser feito em fornos convencionais, como aqueles usados ​​para fazer cimento — ou seja, é de baixo custo, permitindo que seja aplicada em escala nunca vista antes.
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Como funciona a técnica?
- A nova abordagem foi inspirada em uma técnica centenária de fabricação de cimento;
- Nesse caso, a conversão de calcário em óxido de cálcio é feita em um forno aquecido a cerca de 1.400 graus Celsius; o produto é, então, misturado com areia;
- A equipe de Stanford substituiu a areia por outro mineral contendo íons de magnésio e silicato, que se transformaram em óxido de magnésio e silicato de cálcio;
- O resultado: dois minerais alcalinos que reagem rapidamente com CO² ácido no ar;
- Em duas horas, ambos os materiais se transformaram completamente em novos minerais de carbonato com carbono do CO²preso dentro.

"Nosso processo exigiria menos da metade da energia usada pelas principais tecnologias de captura direta de ar, e achamos que podemos ser muito competitivos do ponto de vista de custos", argumenta Matthew Kanan, professor de química na Stanford e autor sênior do artigo.
A cada ano, mais de 400 milhões de toneladas de rejeitos de minas com silicatos são gerados em todo o mundo, fornecendo uma fonte potencialmente grande de matéria-prima. Os pesquisadores também pretendem desenvolver fornos que funcionam com eletricidade em vez de queimar combustíveis fósseis, o que tornaria o método ainda mais sustentável.
Fonte: Olhardigital




