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Novo avanço em IA promete medicamentos para doenças “intocáveis”

Redação14 de agosto de 2025
Novo avanço em IA promete medicamentos para doenças “intocáveis”

Um estudo publicado na Nature Biotechnology apresenta um novo uso promissor para a inteligência artificial: projetar pequenas moléculas semelhantes a medicamentos capazes de se ligar e destruir proteínas nocivas no corpo — mesmo sem conhecer sua estrutura tridimensional.

Um estudo publicado na Nature Biotechnology apresenta um novo uso promissor para a inteligência artificial: projetar pequenas moléculas semelhantes a medicamentos capazes de se ligar e destruir proteínas nocivas no corpo — mesmo sem conhecer sua estrutura tridimensional.

A tecnologia pode abrir caminho para tratamentos contra doenças resistentes às terapias tradicionais, como certos cânceres, distúrbios neurológicos e infecções virais.

Tecnologia inédita permite atingir ampla gama de doenças resistentes a fármacos tradicionais (Imagem: raker/Shutterstock)

Como a ferramenta age

  • A ferramenta, chamada PepMLM, foi desenvolvida por pesquisadores das universidades McMaster, Duke e Cornell.
  • Baseada em um algoritmo originalmente criado para compreender linguagem humana, ela foi treinada para interpretar a "linguagem" das proteínas e projetar fármacos peptídicos usando apenas a sequência de aminoácidos, sem depender de modelos estruturais — um avanço para atingir proteínas antes consideradas "intocáveis".
  • "Essa abordagem muda o jogo", afirma Pranam Chatterjee, líder do trabalho na Duke e hoje na Universidade da Pensilvânia.
  • Em testes, o PepMLM gerou peptídeos capazes de se ligar e, em alguns casos, degradar proteínas associadas a câncer, doença de Huntington e patógenos virais.
Cientistas usam IA para criar peptídeos que atacam proteínas tóxicas (Imagem: khunkornStudio/Shutterstock)
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Avanço teve esforço coletivo de centros de pesquisa

Os experimentos envolveram equipes multidisciplinares: na McMaster, Christina Peng demonstrou a eficácia contra proteínas tóxicas da doença de Huntington; em Cornell, Matthew DeLisa e Hector Aguilar trabalharam com proteínas virais; e, em Duke, o modelo foi criado e validado.

O grupo já desenvolve novas versões da IA, como PepTune e MOG-DFM, para melhorar a estabilidade e a entrega desses peptídeos no organismo. "Queremos uma plataforma terapêutica programável, que parta de uma sequência e resulte em um medicamento real", resume Chatterjee.

Diversas cartelas de comprimidos
Inteligência artificial pode acelerar descoberta de novos medicamentos – Imagem: DedMityay/Shutterstock

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