segunda-feira, 07 de setembro de 202619:37:32
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

Maternidade Santa Olímpia se pronuncia sobre crise

Redação02 de abril de 2026
Maternidade Santa Olímpia se pronuncia sobre crise
© Foto: Reprodução

Santa Olímpia é responsável pelo atendimento de 14 cidades mais o município sede

Atendendo a 5° região de saúde que abrange as cidades de Belém; Cacimbinhas; Chã Preta; Estrela de Alagoas; Igaci; Major Isidoro; Mar Vermelho; Maribondo; Minador do Negrão; Paulo Jacinto; Pindoba; Quebrangulo; Tanque d’Arca; e Viçosa, além de Palmeira dos Índios, a Maternidade Santa Olímpia, ligada ao Hospital Santa Rita de Cássia, na cidade de Palmeira dos Índios, vem atravessando uma crise financeira, que ameaça o atendimento ao público dependente do Sistema Único de Saúde (SUS).

São 14 municípios. Além da cidade de Palmeira dos Índios, que podem ter o atendimento suspenso por falta de repasses´, oriundos do poder público estadual. Preocupado com a falta de atendimento a população, a TV Alagoas, realizou uma sabatina com a direção do Hospital Regional Santa Rita, responsável pela maternidade Santa Olímpia, para melhor esclarece a população sobre os problemas acometidos pela unidade hospitalar.

No primeiro momento perguntamos sobre em que categoria a unidade hospitalar está classificada, se pública, privada ou filantrópica. A assessoria de comunicação nos passou as seguintes respostas dos nossos questionamentos:

Publicidade
Cesmac

O Hospital Santa Rita é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que presta serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Embora não integre a estrutura direta do poder público, atua de forma complementar ao Estado, atendendo majoritariamente a população por meio de recursos públicos, com destaque para a assistência materno-infantil.

A maternidade corre risco de suspensão? Por qual motivo?

O Hospital Santa Rita e a Maternidade Santa Olímpia vêm enfrentando dificuldades financeiras decorrentes de um desequilíbrio entre os custos operacionais e os repasses recebidos.

Existe uma preocupação real, mas todas as medidas estão sendo adotadas para evitar qualquer interrupção nos atendimentos, considerando a relevância do serviço para a 8ª Região de Saúde do Estado.

Em caso de interrupção, os funcionários serão demitidos?

Nosso foco é preservar tanto a continuidade dos atendimentos quanto os empregos.

Qualquer eventual medida será analisada com responsabilidade, buscando alternativas que minimizem impactos sociais e observem rigorosamente a legislação trabalhista vigente.

Qual o valor dos repasses e o déficit mensal?

Os valores variam conforme produção, convênios e repasses institucionais.

O que se pode afirmar é a existência de um déficit recorrente, decorrente principalmente da defasagem entre os valores repassados e os custos reais de manutenção da estrutura.

Quantos funcionários atuam na maternidade?

A maternidade conta com uma equipe multiprofissional dimensionada para garantir atendimento seguro e humanizado, composta por médicos, enfermeiros, técnicos e equipe administrativa.

As contratações são técnicas ou políticas?

As contratações seguem critérios técnicos e de necessidade operacional, priorizando a qualificação profissional e a continuidade dos serviços prestados. A instituição atua com responsabilidade na composição de sua equipe.

Há reclamações sobre FGTS não depositado? Isso procede?

Eventuais questionamentos pontuais podem surgir em instituições de grande porte.

O hospital atua com responsabilidade na gestão de suas obrigações e mantém canais abertos para análise e regularização de qualquer situação administrativa que venha a ser identificada, sempre observando a legislação vigente.

Existem pendências trabalhistas?

Considerando o porte da instituição e o número expressivo de colaboradores, eventuais demandas podem surgir, como ocorre em qualquer organização dessa dimensão.

No entanto, tratam-se de situações pontuais, tratadas de forma responsável, com observância à legislação e respeito aos direitos dos colaboradores.

Há atrasos com fornecedores ou risco de suspensão de serviços?

Publicidade
Cesmac

Como ocorre em diversas instituições filantrópicas no país, existem momentos de pressão financeira. Ainda assim, o Hospital Santa Rita mantém diálogo permanente com fornecedores, adotando medidas para garantir a continuidade dos serviços essenciais e evitar qualquer prejuízo à população.

Existem auditorias internas?

Sim. Por se tratar de entidade filantrópica que atua com recursos públicos, o hospital está submetido a mecanismos de controle, auditoria e prestação de contas.

Os dados financeiros são públicos?

As informações seguem as exigências legais de transparência aplicáveis às entidades filantrópicas, sendo disponibilizadas aos órgãos competentes de fiscalização.

Quem fiscaliza a entidade?

A instituição é fiscalizada por diversos órgãos, dentre eles:

• órgãos de controle do SUS

• tribunais de contas

• Ministério Público

• além de auditorias internas e externas, conforme a natureza dos recursos utilizados

Por fim a assessoria declara que:

A Maternidade Santa Olímpia representa um ponto de apoio essencial para centenas de famílias da nossa região.

O Hospital Santa Rita, como instituição filantrópica, vem cumprindo ao longo dos anos um papel que ultrapassa sua obrigação institucional, sustentando atendimentos mesmo diante de um cenário financeiro extremamente desafiador.

É importante que a sociedade compreenda que o principal problema enfrentado atualmente não é de gestão, mas sim de insuficiência e irregularidade nos repasses públicos, especialmente considerando que a maior parte dos atendimentos realizados ocorre por meio do SUS.

Os custos da saúde aumentaram significativamente — insumos, medicamentos e folha de pagamento — enquanto os valores repassados permanecem defasados e, em muitos momentos, não acompanham a realidade operacional da instituição.

Ainda assim, o Hospital Santa Rita tem adotado todas as medidas possíveis para manter a maternidade em funcionamento, honrar seus compromissos e garantir atendimento digno à população.

No entanto, é preciso reconhecer uma realidade: nenhuma instituição consegue sustentar, de forma indefinida, um serviço essencial operando em déficit contínuo.

Por isso, reforçamos a necessidade de um olhar mais atento, sensível e efetivo por parte do poder público, no sentido de regularizar e adequar os repasses, garantindo previsibilidade e equilíbrio financeiro.

Nosso compromisso permanece firme com a população palmeirense e região, com a vida e com a continuidade dos serviços. Mas essa é uma responsabilidade que precisa ser compartilhada.

A maternidade não pode fechar — e não deve fechar. Mas, para isso, é indispensável que existam condições reais para sua manutenção.

Em algumas respostas a direção da maternidade foi genérica nas respostas e não esclareceu, nem respondeu, a sociedade, as reais respostas, bem como não apontou de onde os repasses não estavam vindo, qual a entidade que não está cumprindo com as suas obrigações financeiras.

Perguntado sobre os repasses, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAU), disse que ainda não havia recebido respostas das indagações que foram feitas há mais de uma semana para a SESAU.

A reportagem da TV Alagoas quer saber a opinião dos leitores sobre o assunto Maternidade Santa Olímpia. Os dados pessoais não serão expostos, garantindo o sigilo absoluto da participação dos internautas pelo canal do WhatsApp 92000-8152

Continue Lendo