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Mais de 400 bebês foram internados por dia por problemas respiratórios no ano passado

Redação16 de julho de 2024
Mais de 400 bebês foram internados por dia por problemas respiratórios no ano passado
© Reprodução

Em 2023, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 153 mil internações de bebês menores de um ano por pneumonia, bronquite e bronquiolite, uma média de 419 por dia. Isso representa um aumento de 24% em relação ao ano anterior, que teve uma média de 116 mil internações. Esse é o maior número registrado nos últimos 15 anos. O levantamento, realizado pelo Observatório de Saúde na Infância (Observa Infância), uma iniciativa da Fiocruz e Unifase, aponta o recorde.

A pesquisa também revelou que o SUS gastou R$ 154 milhões em 2023 para tratar os bebês internados, aproximadamente R$ 53 milhões a mais que no ano pré-pandêmico de 2019. O estudo do Observa Infância analisou taxas de internação por região e revelou uma tendência de queda até 2016.

Entre 2016 e 2019, os dados variaram para mais ou menos de acordo com a região. Em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19, as internações tiveram uma queda média de 340%. Já os anos seguintes foram de aumentos constantes, até alcançar o recorde da série histórica, em 2023.

Internações de bebês no SUS por problemas respiratórios

Internações de bebês no SUS por problemas respiratóriosIcict/Fiocruz

As regiões Sul e Centro-Oeste foram as mais afetadas no último ano, com o frio intenso e as queimadas em clima seco contribuindo para a vulnerabilidade do sistema respiratório das crianças. Segundo o pesquisador Cristiano Boccolini, coordenador do Observa Infância, as mudanças climáticas e a baixa cobertura vacinal infantil são as principais hipóteses para o aumento das internações.

“A redução na vacinação contra doenças respiratórias, possivelmente devido à pandemia de Covid-19, e as condições climáticas extremas podem ter contribuído para a vulnerabilidade dos bebês a infecções respiratórias graves”, afirma.

Ele destaca a importância de manter a caderneta de vacinação de bebês e crianças atualizada e que as gestantes também estejam com as vacinas em dia, já que as mães garantem os anticorpos dos bebês nos primeiros meses de vida.

Boccolini também enfatiza a necessidade de incorporar a vacina VSR (vírus sincicial respiratório), já aprovada pela Anvisa, ao calendário do SUS. Os dados de internação utilizados no estudo foram obtidos no Sistema de Internações Hospitalares do SUS, e os dados de nascimento foram extraídos do Sistema Nacional de Nascidos Vivos entre 2008 e 2023.

Fonte: R7

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