Maior câmera digital do mundo chega ao local de instalação para mapear o Universo escuro

Com uma resolução acima de 3,2 gigapixels, um peso de quase três toneladas e a ambiciosa tarefa de realizar uma exploração sem precedentes do Universo ao longo de uma década, a maior câmera digital já construída para astronomia óptica está pronta para ser instalada sob o céu limpo do norte do Chile.
Com uma resolução acima de 3,2 gigapixels, um peso de quase três toneladas e a ambiciosa tarefa de realizar uma exploração sem precedentes do Universo ao longo de uma década, a maior câmera digital já construída para astronomia óptica está pronta para ser instalada sob o céu limpo do norte do Chile.
Segundo a agência de notícias Reuters, as peças necessárias para instalar o colossal dispositivo no Observatório Vera C. Rubin – que inclui um telescópio terrestre e a câmera – viajaram do Laboratório Nacional de Aceleradores (SLAC), da Universidade de Stanford, em Palo Alto, na Califórnia, em vários veículos até o cume do Cerro Pachón, na região de Coquimbo, à beira do deserto do Atacama, cerca de 565 km ao norte de Santiago.
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Câmera vai investigar natureza da energia escura e da matéria escura no Universo
O Observatório Verca C. Rubin é um sistema complexo e integrado que consiste em um telescópio terrestre de campo largo de oito metros de largura, a câmera e um sistema automatizado de processamento de dados.

O telescópio vai gerar aproximadamente 20 terabytes de dados por noite e sua exploração de dez anos produzirá um banco de dados de catálogo de 15 petabytes.
O objetivo da exploração será investigar a natureza da energia escura e da matéria escura no Universo, além de estudar a possibilidade de colisão entre asteroides e a Terra, ou estrelas e planetas próximos ao Sol.
"Estamos aqui no precipício, nos preparando para iniciar uma campanha que, em dez anos, esperamos que responda a perguntas como 'quando o universo foi feito e começou a entrar em movimento', 'como continuará a evoluir no futuro'?", disse Corder.
A AURA é um consórcio de 47 instituições dos EUA e três afiliadas internacionais que operam observatórios astronômicos para a Fundação Nacional da Ciência dos EUA (NSF) e a NASA.
A expectativa é que a LSST responda a uma série de questões astronômicas, criando o que os especialistas chamam de "o maior filme de todos os tempos e o mapa mais informativo já montado do céu noturno".
Fonte: Olhardigital




