Maceió com JHC: pior qualidade de vida do Nordeste e terceira pior do Brasil

Sob a gestão de João Henrique Caldas (JHC), Maceió amarga a terceira pior qualidade de vida entre as capitais brasileiras e a pior do Nordeste, conforme o Índice de Progresso Social (IPS) divulgado na quarta-feira, 3 de julho. O levantamento coloca Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG) no topo, enquanto Maceió ocupa o 25º lugar, superando apenas Macapá (AP) e Porto Velho (RO).
O ranking do IPS é construído a partir de diversos indicadores e dados de fontes oficiais como DataSUS, Conselho Nacional de Justiça, Mapbiomas, Anatel e CadÚnico. A análise revela que Maceió apresenta desempenhos especialmente ruins em "inclusão social" e "saúde e bem-estar", áreas onde a administração de JHC tem mostrado retrocessos significativos em comparação com gestões anteriores. A educação também tem sofrido, contribuindo para a baixa colocação da cidade no índice.
O IPS Brasil 2024 usa a metodologia do Social Progress Imperative, um modelo global desde 2014, que avalia o progresso social com base em 57 indicadores coletados por instituições reconhecidas mundialmente. Esses dados oferecem uma visão abrangente do desenvolvimento social em diferentes localidades.

O índice destaca a necessidade de melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, apesar dos avanços em algumas áreas. "A extensa análise do IPS Brasil 2024 é fundamental para identificar onde precisamos melhorar e onde já estamos avançando", aponta a apresentação do índice.
Beto Veríssimo, coordenador do IPS Brasil, esclarece que o objetivo da pesquisa não é ranquear cidades pelo PIB, mas sim pelos resultados em índices cruciais como expectativa de vida, taxas de homicídio, acesso à educação superior e poluição. “Para o IPS, não importa o quanto o município investe, mas se no final do dia as pessoas estão vivendo melhor. Nem sempre a cidade com maior renda tem melhor qualidade de vida”, explica Veríssimo.
A gestão de JHC, marcada por uma notável presença nas redes sociais, parece não refletir na melhoria das condições de vida dos maceioenses, segundo os dados do IPS. Com indicadores alarmantes em áreas vitais, a administração atual enfrenta duras críticas e desafios que precisam ser urgentemente abordados para reverter a situação caótica da capital alagoana.
Fonte: Redação com assessoria




