James Webb faz descoberta surpreendente no sistema solar TRAPPIST-1

Um estudo publicado nesta segunda-feira (16) na revista Nature Astronomy revela que o exoplaneta TRAPPIST-1b, localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra, pode ter uma atmosfera ou intensa movimentação geológica.
Um estudo publicado nesta segunda-feira (16) na revista Nature Astronomy revela que o exoplaneta TRAPPIST-1b, localizado a cerca de 40 anos-luz da Terra, pode ter uma atmosfera ou intensa movimentação geológica. As descobertas, feitas com o auxílio do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, desafiam análises anteriores que o classificavam como um mundo rochoso estéril, sem qualquer traço de atividade ou invólucro gasoso.
Os pesquisadores observaram que TRAPPIST-1b apresenta características geológicas intrigantes. Os dados indicam que sua superfície é extremamente jovem, com até mil anos de idade, sugerindo um constante recapeamento magmático.
TRAPPIST-1b é um mundo mais ou menos do tamanho da Terra que integra um sistema de sete exoplanetas descobertos em 2017 em torno da anã vermelha TRAPPIST-1. Embora mais próximos de sua estrela do que os planetas do Sistema Solar estão do Sol, esses corpos recebem menos radiação, devido à baixa luminosidade das anãs vermelhas.

Essa particularidade criou expectativas de que alguns desses mundos pudessem ser habitáveis ou servir como laboratórios para o estudo da evolução planetária. TRAPPIST-1b, por estar muito próximo da estrela, é considerado inabitável, mas oferece pistas sobre dinâmicas planetárias complexas.
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Novos dados contradizem observações feitas pelo próprio James Webb em 2023
Em observações anteriores, James Webb detectou emissões em um comprimento de onda infravermelho de 15 mícrons, associadas à presença de dióxido de carbono, sugerindo inicialmente que o planeta tinha uma superfície nua e estéril. No entanto, novas medições em 12,8 mícrons indicaram variações de temperatura mais compatíveis com uma superfície vulcânica rica em minerais ou com uma atmosfera densa e nebulosa.Uma das hipóteses levantadas é que a intensa gravidade exercida pela estrela e pelos outros planetas do sistema estique e comprima TRAPPIST-1b, mantendo seu interior aquecido e em constante movimento. 
Apesar das novas descobertas, os autores do estudo destacam que mais análises são necessárias para compreender a natureza do exoplaneta TRAPPIST-1b.
Fonte: Olhardigital




