segunda-feira, 07 de setembro de 202619:42:24
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

Herança genética única pode adiar surgimento do Alzheimer

Redação25 de junho de 2024
Herança genética única pode adiar surgimento do Alzheimer

Uma herança genética valiosa está protegendo membros de uma família contra o Alzheimer.

Uma herança genética valiosa está protegendo membros de uma família contra o Alzheimer. Nova pesquisa investigou o caso de uma mulher colombiana com resistência à condição e descobriu um gene específico que parece adiar o progresso da doença. Ao investigar a família, os cientistas encontraram o mesmo padrão de proteção associado a ele.

Herança genética de proteção contra o Alzheimer

  • Aliria Rosa Piedrahita de Villegas, nascida na Colômbia, é portadora dupla de um gene chamado E280 A que leva ao surgimento precoce de demência.
  • Surpreendentemente, somente aos 70 anos ela começou a apresentar sintomas do Alzheimer, o que deveria ter ocorrido entre os 44 e os 47 anos.
  • Esse fato intrigou cientistas. Após a morte de Aliria, descobriu-se que ela era portadora de duas cópias raras da variante APOE3 Christchurch.
  • Esse gene já foi identificado em outra pessoa no passado, que também desenvolveu demência tardiamente.
  • Ao comparar a genética dos membros da família de Aliria, chegaram à conclusão de que apenas uma cópia desse gene é suficiente para oferecer proteção.
  • Aqueles que herdaram a variante começaram a ter comprometimento cognitivo cinco anos depois do esperado, comparado com aqueles que não a herdaram.
  • Apesar de não ser um adiamento tão longo quanto o de Aliria, ainda é uma herança valiosa que pode ajudar a ciência a encontrar tratamentos para o Alzheimer.
O Christchurch da apolipoproteína E (APOE) parece estar protegendo alguns membros de uma família com predisposição ao Alzheimer – Imagem: Marija Stepanovic/Shutterstock
Leia mais:

Como o gene pode proteger o cérebro contra a doença?

O Alzheimer se origina do acúmulo de certas proteínas – amiloide e tau – no cérebro, que se tornam tóxicas para os neurônios, causando a deterioração e morte dessas células e os sintomas comuns da doença, como a perda de memória.

No cérebro das pessoas com a variante APOE3 Christchurch, o acúmulo de proteína tau era menor. Além disso, a atividade metabólica sustentada característica do Alzheimer também foi reduzida. Isso indica que o gene desempenha algum papel no controle dos fatores que levam ao progresso da doença. Como isso ocorre ainda é um mistério.

Uma pesquisa geral sobre casos de Alzheimer assintomáticos mostra que determinados genes fortalecem os sistemas imunológicos responsáveis por eliminar proteínas nocivas ao cérebro. Pode ser uma explicação plausível. O Olhar Digital já abordou o assunto anteriormente. Entenda mais clicando aqui.

Representação gráfica de doenças degenerativas cerebrais
Certos genes fortalecem a proteção natural do cérebro contra agentes nocivos e impedem o progresso da doença. – Imagem: Naeblys/Shutterstock

Desenvolvimento de tratamentos

O estudo, embora limitado a uma única família com predisposição genética para o Alzheimer, destaca como o gene APOE tem uma relação íntima com a doença. Entender como ele funciona e de que forma afeta o cérebro pode ser um caminho para a criação de terapias e medicamentos.

A variação APOE4, por exemplo, pode comprometer os vasos sanguíneos cerebrais, facilitando a acumulação de toxinas. Indivíduos com duas cópias de APOE4 têm alto risco de desenvolver Alzheimer, se viverem o suficiente. Essas descobertas são promissoras para novas abordagens de tratamento focadas no APOE.

Detalhes do estudo foram publicados na revista The New England Journal of Medicine.

Tags:
Medicina e saúdeGenéticaAlzheimerDemência

Continue Lendo