sexta-feira, 25 de setembro de 202604:14:27
Chuva 90%
TV Alagoas
PolicialCNJ realiza operação em gabinete de desembargador do TRF-1EconomiaEconomistas e ONGs lançam iniciativa Vida em Conta no BrasilEconomiaDólar sobe 0,47% e se aproxima de R$ 5,20 em dia de aversão a riscoEconomiaCMN impõe novas regras para FIDCs em créditos judiciaisSaúdeMinistério da Saúde solicita inclusão de canetas emagrecedoras no SUSPolíticaCinco candidatos disputam governo do Amapá nas eleições de 2026PolíticaEleições 2026: Seis candidatos disputam governo do AcrePolíticaSete candidatos disputam governo do Tocantins nas eleições de 2026PolíticaFlávio Bolsonaro usou jatinho ligado a investigado, diz revistaPolíticaParlamentares dos EUA acusam Trump de interferir no BrasilGeralCadastramento do Programa Minha Casa Legal ocorre neste sábado (26)GeralExposição interativa de Educação no Trânsito no Maceió Shopping até 24 de setembro

Governo reduz contenção no Orçamento de R$ 17,9 bi para R$ 16,1 bi

Redação25 de setembro de 2026
Governo reduz contenção no Orçamento de R$ 17,9 bi para R$ 16,1 bi
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões o total de despesas contidas no Orçamento de 2026, ao mesmo tempo em que abriu espaço para acomodar o reajuste do Bolsa Família. A mudança foi apresentada nesta quinta-feira (24), no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primá...

O governo federal reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões o total de despesas contidas no Orçamento de 2026, ao abrir espaço para o reajuste do Bolsa Família. A mudança foi apresentada nesta quinta-feira (24), no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

O novo montante é composto por R$ 2,4 bilhões em bloqueios e R$ 13,6 bilhões em contingenciamento. No relatório anterior, divulgado em julho, havia R$ 17,9 bilhões bloqueados e nenhum valor contingenciado.

A revisão das despesas obrigatórias ajudou a abrir espaço para o aumento do programa de transferência de renda.

Publicidade
Cesmac

O Bolsa Família terá reajuste de cerca de 15%, com o benefício mínimo passando de R$ 600 para R$ 691. A média paga às famílias deve subir de R$ 691 para R$ 777, com impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027.

O governo estima que os gastos com benefícios previdenciários ficarão R$ 11,5 bilhões abaixo da projeção anterior em 2026. Também foram reduzidas as estimativas para gastos com o funcionalismo, com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e com subsídios.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a revisão da Previdência não representa uma redução dos benefícios pagos, mas uma diminuição na estimativa de crescimento das despesas.

Com a redução do bloqueio, o governo liberou parte dos recursos que estavam retidos, mas criou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões, diante da piora das projeções para a arrecadação e do risco de descumprimento da meta fiscal.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que os recursos liberados seriam distribuídos entre diferentes ministérios, caso o governo não tivesse decidido priorizar o reajuste do programa social.

O relatório também elevou a previsão para o déficit efetivo das contas públicas em 2026, passando de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões. Após deduções, o resultado projetado passou de superávit de R$ 10,8 bilhões para déficit de R$ 13,6 bilhões.

A previsão de receitas primárias totais foi reduzida de R$ 3,237 trilhões para aproximadamente R$ 3,222 trilhões. A arrecadação do Imposto de Renda teve uma revisão negativa de R$ 13,1 bilhões.

O detalhamento do impacto por ministério deverá ser publicado até 30 de setembro, e o governo deverá encaminhar ao Congresso Nacional as alterações necessárias no Orçamento para acomodar o impacto anual do reajuste do Bolsa Família.

Continue Lendo