Fé ou Física? O que a ciência diz sobre o milagre da multiplicação dos peixes

Um artigo publicado recentemente na revista Water Resources Research sugere uma explicação científica para os episódios bíblicos da multiplicação dos peixes e da pesca milagrosa, atribuídos a Jesus Cristo.
Um artigo publicado recentemente na revista Water Resources Research sugere uma explicação científica para os episódios bíblicos da multiplicação dos peixes e da pesca milagrosa, atribuídos a Jesus Cristo.
Executada no Lago Kinneret, mais conhecido como Mar da Galileia, onde Jesus teria realizado esses milagres, a pesquisa descreve um fenômeno que pode concentrar grandes quantidades de peixes de forma repentina.
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Durante certas épocas do ano, essa mistura cria uma camada superficial de água fria e pobre em oxigênio, tornando-a hostil à vida aquática e provocando mortes em massa. Com o movimento das águas, os peixes mortos surgem de forma súbita na superfície. 
Local coincide com cenário da multiplicação de peixes descrito na Bíblia
O estudo descreve que, quando a ressurgência ocorre logo após o início da estratificação térmica anual, há um alto risco de mortandade em massa, pois os peixes ficam encurralados na camada superior desoxigenada. "Se o hipolímnio [camada profunda do lago] já está anóxico [sem oxigênio] e a água anóxica invade a superfície, os peixes não têm como escapar", explicam os cientistas no artigo.Conforme destaca o site Phys.org, o local onde essas mortes ocorrem coincide com o cenário descrito na Bíblia para a pesca milagrosa e a multiplicação dos pães e peixes. Os cientistas sugerem que a súbita aparição de grandes quantidades de peixes poderia ter possibilitado as capturas "milagrosas" mencionadas.
Na Bíblia, uma passagem narra que Jesus orientou pescadores desanimados a lançar novamente suas redes, resultando numa captura surpreendente de peixes. Em outra ocasião, ele teria alimentado cerca de cinco mil pessoas com apenas cinco pães e dois peixes, repartindo-os para a multidão.
Fonte: Olhardigital




