Facebook Messenger do iOS tem vulnerabilidade em chamadas de grupo; entenda
Pesquisadores descobriram vulnerabilidade no Facebook Messenger para iOS que permitia interromper chamadas em grupo ao manipular reações de emojis.
Pesquisadores descobriram vulnerabilidade no Facebook Messenger para iOS que permitia interromper chamadas em grupo ao manipular reações de emojis.
Segundo o Cyber Security News, a falha, categorizada como um ataque de negação de serviço (DoS, na sigla em inglês), foi identificada pela Signal 11 Research nas versões 472.0.0 e 477.0.0 do aplicativo. Embora a Meta já tenha corrigido o problema, o caso expõe riscos associados a chats em grupo sem criptografia de ponta a ponta (E2EE).
O Messenger, amplamente utilizado globalmente, implementou a E2EE como padrão em conversas e chamadas privadas no final de 2023.

Contudo, chamadas de grupo inicialmente não possuem essa camada de segurança, permitindo o uso de funcionalidades indisponíveis em chats criptografados, como reações de emojis. Foi justamente essa brecha que permitiu a exploração.
Como a falha do Messenger foi explorada
- Por meio de engenharia reversa e análise dinâmica, os pesquisadores identificaram que as reações de emojis em chamadas de grupo eram processadas pelas classes SendEmojiInputModel e ReactionsApi$CProxy. Essas classes transmitiam dados dos emojis aos dispositivos dos participantes da chamada;
- Utilizando ferramentas, como o Frida, os especialistas interceptaram e alteraram o método sendEmoji para enviar emojis inválidos, representados por sequências hexadecimais incompatíveis com caracteres Unicode, como
F_fe0fACE_WITH_COLON_THREE. Essa entrada malformada causava falhas nos dispositivos iOS conectados à chamada; - Enquanto o dispositivo Android usado para enviar o emoji inválido também travava, os demais participantes com Android permaneciam operacionais;
- A falha ocorria porque o Messenger não validava adequadamente os dados recebidos, permitindo que uma entrada corrompida interrompesse a execução do aplicativo nos dispositivos afetados.
Implicações e medidas corretivas
Embora essa vulnerabilidade não permitisse a execução remota de código (RCE, na sigla em inglês), ela demonstrou lacunas na segurança de recursos não criptografados do Messenger.O problema foi agravado pela randomização do layout do espaço de endereço (ASLR na sigla em inglês), que dificultava o rastreamento do código problemático.
Após a investigação, a Meta implementou correções nas versões mais recentes do aplicativo, reforçando a validação de entrada para reações de emojis. A empresa também recomenda que os usuários atualizem seus aplicativos para evitar possíveis ataques.
Lições aprendidas
A descoberta enfatiza a importância de testes rigorosos, mesmo para recursos aparentemente simples, como reações de emojis. A adoção de E2EE para chats em grupo também é recomendada para reduzir vulnerabilidades em funcionalidades não criptografadas.Esse incidente sublinha a necessidade de priorizar a segurança em cada detalhe de aplicativos amplamente utilizados, protegendo tanto a experiência do usuário, quanto a integridade do sistema.
O que diz a Meta
O Olhar Digital entrou em contato com a Meta e aguarda retorno.Matéria em atualização
Fonte: Olhardigital




