segunda-feira, 07 de setembro de 202619:46:14
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

Estudo apoiado pelo Governo de Alagoas visa reduzir a dependência de importações agrícolas

Redação26 de junho de 2024
Estudo apoiado pelo Governo de Alagoas visa reduzir a dependência de importações agrícolas
© Reprodução

No Sertão alagoano, um projeto inovador está transformando a agricultura local e prospectando a segurança alimentar da região. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), a engenheira agrônoma da Empresa Brasileira de Pesquisa Agricultura Agropecuária (Embrapa), Flávia Vieira, está liderando uma iniciativa que visa aumentar a produção de hortaliças no estado.

Essa parceria estratégica não só capacita pequenos agricultores e diversifica a produção agrícola, como busca reduzir a dependência de importações, garantindo mais autonomia e sustentabilidade para Alagoas.

Publicidade
Cesmac

A doutora em proteção vegetal de plantas atualmente trabalha na Embrapa Alimentos e Territórios, sediada em Maceió, apoiando as equipes do órgão e e outras instituições parceiras no fomento à produção de hortaliças. Atualmente, o estado importa a maior parte do que consome (90%).

Neste contexto, a pesquisadora destaca a demanda de incentivo à produção local de hortaliças e frutas, especialmente voltada para a agricultura familiar, e a diversificação de culturas, sendo essencial para a formação de renda rápida, principalmente para pequenos agricultores.

Isso é crucial tanto para a geração de divisas para o estado quanto para a redução da dependência de importações, uma vez que Alagoas tem condições técnicas para a produção destas culturas, como outros estados do Nordeste já demonstraram.

O projeto desenvolvido no Sertão alagoano integra o edital de Apoio à Pesquisa (APQ) Fapeal/Embrapa, com investimento de R$ 500 mil do Governo de Alagoas, em seis projetos, por até 24 meses.

No caso de Flávia Vieira, os estudos tiveram início com a cultura do tomate, junto a produtores de Delmiro Gouveia. A capilaridade das ações entre a Fapeal e a Embrapa permitiu a implementação de tecnologias e práticas inovadoras. As instituições trabalham para abrir portas, integrando toda a cadeia produtiva, incluindo a iniciativa privada, cooperativas e associações de produtores, promovendo o desenvolvimento sustentável da agricultura no estado.

Publicidade
Cesmac

Três unidades da Embrapa estão envolvidas nesse projeto: Embrapa Hortaliças, Embrapa Alimentos e Territórios e Embrapa Tabuleiros Costeiros. Além destas, várias empresas privadas e associações de produtores também estão participando. O objetivo é iniciar o processo, oferecer suporte e, eventualmente, permitir que o sistema funcione de forma autônoma, promovendo o desenvolvimento contínuo.

O cultivo de hortaliças no Nordeste enfrenta grandes desafios, pois a maioria das plantas é adaptada a climas temperados, bem diferentes das condições locais. As instituições aportaram, portanto, tecnologias de sistemas de cultivo testadas em outras regiões de clima quente e materiais genéticos melhorados para o ambiente local. Estas amostras eram híbridos de tomate, desenvolvidos para se adaptarem melhor ao calor, facilitando a produção na região.

“A transferência de tecnologia é considerada bem-sucedida quando o produtor a utiliza efetivamente. O projeto atual, embora esteja no início da segunda versão, já mostrou resultados promissores, com alguns produtores alcançando a maior produtividade de tomate que já tiveram. A continuidade e maturação do projeto são necessárias para superar novos desafios e aprimorar as práticas. E a Fapeal desempenha um papel vital ao proporcionar os meios necessários para que esses projetos avancem e atinjam seus objetivos”, frisou a pesquisadora.

A adaptação e o ajuste são contínuos, com a intenção de propor projetos mais maduros e eficazes. Um exemplo das dificuldades enfrentadas foi a mudança de cor de uma tela vermelha para branca, devido à intensa exposição ao sol do Nordeste. Esse imprevisto impediu a coleta completa de dados esperados, mas gerou informações valiosas e experiências para a comunidade envolvida. A Fapeal, ao apoiar financeiramente e logisticamente esses ajustes, garante que os projetos se mantenham resilientes e progredindo.

“A cooperação com produtores e a adaptação às realidades locais são fundamentais para garantir a produção de alimentos e a segurança alimentar no estado”, explicou Flávia Vieira.

A estudiosa ainda pontuou que Alagoas não precisa depender de importações e tem potencial para produzir o seu próprio alimento. Ajustes técnicos e práticos são necessários, mas ela frisa que o estado tem capacidade de produção suficiente para atender suas demandas alimentares, do Litoral ao Sertão, com práticas e tecnologias apropriadas.

Fonte: Secom Alagoas

Continue Lendo