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Esse segredo centenário pode manter os dentes saudáveis

Redação04 de agosto de 2025
Esse segredo centenário pode manter os dentes saudáveis

Em 1988, uma escavação arqueológica no Château de Laval, na França, revelou algo intrigante: o corpo de uma aristocrata que morreu no século XVII e ainda tinha seus dentes impressionantemente preservados.

Em 1988, uma escavação arqueológica no Château de Laval, na França, revelou algo intrigante: o corpo de uma aristocrata que morreu no século XVII e ainda tinha seus dentes impressionantemente preservados. Em 2023, graças a uma equipe de cientistas, o segredo centenário por trás da conservação foi finalmente revelado.

Entenda:

  • Em 1988, arqueólogos encontraram o corpo de Anne d’Alegre, uma aristocrata francesa do século XVII;
  • Curiosamente, a arcada dentária da mulher estava muito preservada, mas, na época, não foi possível identificar o que estava por trás disso;
  • Em 2023, novas análises mostraram que Anne usava um "aparelho de ouro";
  • A mulher sofria de uma doença que afrouxava seus dentes, e fios de ouro foram usados para apertá-los;
  • Ao longo dos anos, porém, isso só foi piorando a condição de Anne, deixando sua arcada ainda mais instável.
Dentes preservados de aristocrata do século XVII intrigava arqueólogos. (Imagem: Colleter et al., Journal of Archaeological Science: Reports)
O esqueleto descoberto na França era de Anne d’Alegre, e foi encontrado embalsamado em um caixão de chumbo. Na época, os arqueólogos envolvidos na escavação repararam que Anne tinha uma prótese dentária, mas, sem as ferramentas necessárias, foi impossível identificar o que manteve os dentes preservados por mais de 360 anos: um "aparelho de ouro".

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Novo estudo revelou segredo de dentes preservados

Anne d’Alegre usou “aparelho de ouro” para fixar dentes. (Imagem: Colleter et al., Journal of Archaeological Science: Reports)
O segredo dos dentes de Anne d'Alegre só foi revelado em 2023, graças aos autores de um artigo publicado no Journal of Archaeological Science: Reports. As análises conduzidas pela equipe mostraram que a aristocrata francesa sofria de doença periodontal, e todos os seus dentes estavam ficando "frouxos".

A solução, na época, foi usar fios de ouro para apertar e unir os dentes – mas isso acabou agravando ainda mais o quadro, escreveram os pesquisadores.

'Aparelho de ouro' só piorou condição da aristocrata

Pintura a óleo de Anne d’Alegre. (Imagem: Colleter et al., Journal of Archaeological Science: Reports)
Ao longo dos anos, o "aparelho de ouro" precisou ser apertado várias e várias vezes, fazendo com que os dentes de Anne ficassem ainda mais instáveis. A mulher deve ter sofrido muita pressão diante do problema, já que a beleza era um fator importantíssimo entre as classes mais abastadas – e a reputação da aristocrata já “não era boa” após ter ficado viúva duas vezes, disse Rozenn Colleter, autora principal do estudo, à AFP.

A equipe usou Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC) para analisar e criar imagens tridimensionais da arcada, e também foi descoberto que a prótese dentária era de marfim de elefante – na época, o marfim de hipopótamo era mais popular.

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