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Especialistas do HRPI orientam sobre importância do acompanhamento para pessoas com transtornos alimentares

Redação03 de junho de 2026
Especialistas do HRPI orientam sobre importância do acompanhamento para pessoas com transtornos alimentares
© Reprodução

No Dia Mundial de Conscientização dos Transtornos Alimentares, especialistas reforçam que o tratamento exige acompanhamento multiprofissional e apoio familiar

Condições que afetam a saúde física, emocional e social, os transtornos alimentares comprometem a qualidade de vida dos pacientes. Na maioria das vezes, essas patologias surgem como uma tentativa de lidar com sofrimentos internos profundos.

Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento por uma equipe multiprofissional são fundamentais para um tratamento eficaz e seguro. Quem faz o alerta é a psicóloga Luana Albuquerque, que atua no Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI).

Segundo a especialista, o caminho para a reabilitação exige sensibilidade e integração. "A psicoterapia oferece um espaço seguro para que essa dor possa ser traduzida em palavras, permitindo ao paciente compreender seus sentimentos, desfazer os ciclos de autocrítica e reconstruir, passo a passo, uma relação mais saudável consigo mesmo e com a alimentação", explica Luana.

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Entre os transtornos alimentares mais frequentes estão a anorexia nervosa, a bulimia nervosa e o transtorno da compulsão alimentar. Essas condições podem se manifestar em diferentes fases da vida e estão intimamente ligadas a uma combinação de fatores biológicos, comportamentais, sociais e emocionais.

Para a nutricionista Claudiene Balbino, essas patologias distorcem completamente a relação do indivíduo com a comida, com o peso e com a própria imagem corporal. Ela destaca que o plano alimentar deve ser desenhado sob medida para cada caso.

"O acompanhamento nutricional é fundamental durante o tratamento, pois contribui para a recuperação da saúde física, a construção de hábitos mais equilibrados e a melhora da qualidade de vida. Cada paciente possui necessidades específicas e, por isso, o cuidado deve ser individualizado e integrado ao trabalho de outros profissionais da saúde", ressalta a nutricionista.

Luana Albuquerque destaca ainda que, além do suporte clínico especializado de psicólogos, nutricionistas e médicos, o sucesso do tratamento depende diretamente do ambiente em que o paciente vive. "O apoio da família e dos amigos mais próximos funciona como um pilar de sustentação durante o processo de recuperação”, afirma.

Por isso, os profissionais do HRPI ressaltam que o acolhimento, a escuta atenta e, principalmente, a ausência de julgamentos são fundamentais para lidar com os transtornos alimentares. Essa tríade, segundo enfatiza a equipe multidisciplinar, é uma ferramenta indispensável para que o paciente se sinta seguro e busque ajuda, aceite o diagnóstico e persista na jornada de cura.

Fonte: Secom Alagoas

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