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Crânio de 300 mil anos não pertence a nenhum grupo humano conhecido

Redação23 de agosto de 2025
Crânio de 300 mil anos não pertence a nenhum grupo humano conhecido

Um fóssil enigmático encontrado na Grécia, conhecido como o crânio da caverna de Petralona, foi datado em cerca de 300 mil anos e não pertence nem ao Homo sapiens, nem aos neandertais, segundo um novo estudo publicado em 14 de agosto no Journal of Human Evolution.

Um fóssil enigmático encontrado na Grécia, conhecido como o crânio da caverna de Petralona, foi datado em cerca de 300 mil anos e não pertence nem ao Homo sapiens, nem aos neandertais, segundo um novo estudo publicado em 14 de agosto no Journal of Human Evolution.

O crânio foi descoberto em 1960, preso à parede da caverna de Petralona, no norte da Grécia, com uma estalagmite crescendo em sua superfície. Desde então, cientistas debatiam sua posição na árvore evolutiva humana e divergiam sobre sua idade, que em diferentes estudos variou entre 170 mil e 700 mil anos.

Crânio foi descoberto em 1960, preso à parede da caverna de Petralona, no norte da Grécia, com uma estalagmite crescendo em sua superfície (Imagem: Journal of Human Evolution)

Bases para a nova pesquisa sobre o crânio

  • A nova pesquisa utilizou a datação por séries de urânio em camadas de calcita que recobriam o fóssil, estabelecendo que ele tem pelo menos 277 mil anos, com maior probabilidade de cerca de 300 mil anos;
  • Chris Stringer, paleoantropólogo do Museu de História Natural de Londres e coautor do estudo, afirmou ao Live Science que o fóssil é distinto de humanos modernos e neandertais;
  • "A nova estimativa de idade apoia a persistência e coexistência dessa população ao lado da linhagem em evolução dos neandertais no final do Médio Pleistoceno da Europa", explicou;
  • O crânio, chamado por vezes de "Homem de Petralona", teria pertencido a um homem jovem adulto, com base no tamanho, robustez e desgaste moderado dos dentes.
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Partes do crânio
Nova pesquisa utilizou a datação por séries de urânio em camadas de calcita que recobriam o fóssil (Imagem: Journal of Human Evolution)

Qual foi a conclusão?

A equipe de pesquisa concluiu que o indivíduo fazia parte de um grupo humano conhecido como Homo heidelbergensis, que viveu na Europa durante o Pleistoceno e coexistiu com os neandertais.

O estudo também destacou a semelhança do fóssil de Petralona com o crânio de Kabwe, encontrado na Zâmbia e datado em 299 mil anos em uma pesquisa publicada em 2019. "Esse fóssil é estreitamente comparável ao de Petralona, e eu classificaria ambos como Homo heidelbergensis", disse Stringer.

Embora os registros da descoberta original do crânio sejam escassos, há indícios de que ele estava fixado à parede da caverna por incrustações de calcita, o mesmo tipo de formação mineral usado para estimar sua idade.

Pedaço do crânio
Há indícios de que ele estava fixado à parede da caverna por incrustações de calcita (Imagem: Journal of Human Evolution)
Os pesquisadores observaram que a calcita cresceu de forma relativamente rápida no local, o que sustenta a estimativa de 300 mil anos para o fóssil — embora não se descarte a possibilidade de que seja ainda mais antigo.

Fragmentos de crânio apontam para a existência de "mini" Tiranossauros

O Tyrannosaurus rex é, talvez, o mais querido, estudado e famoso dinossauro da história. Não à toa virou ícone da cultura pop. Em 1933, por exemplo, viveu uma batalha nos cinemas contra o King Kong. Luta que se repetiu na versão mais recente do Peter Jackson.

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