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Cotada a vice de Flávio, Daniella diz que “mulheres não são vítimas”

Redação21 de julho de 2026
Cotada a vice de Flávio, Daniella diz que “mulheres não são vítimas”

Durante a transmissão ao vivo no canal do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nesta 2ª feira (20.

Durante a transmissão ao vivo no canal do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) nesta 2ª feira (20.jul.2026), a integrante do núcleo de economia da pré-campanha à presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou que o programa Brasil por Elas foi desenvolvido na pré-campanha do senador a partir de indicadores sociais e econômicos sobre a realidade das mulheres brasileiras.

Segundo ela, a proposta busca ampliar a autonomia feminina por meio da inclusão digital, da qualificação profissional e da inserção no mercado de trabalho.

Ao defender o programa, Daniella rejeitou a ideia de que as mulheres devam ser tratadas como vítimas. “Mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”, declarou.

A declaração já tinha sido dada ao Poder360, em entrevista gravada em 23 de junho. Daniella havia defendido que as políticas públicas voltadas às mulheres deveriam priorizar liberdade econômica, empreendedorismo e segurança, em contraposição ao que chamou de discurso de vitimização.

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Na ocasião, a ex-presidente da Caixa afirmou que “as mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Eu brinco que quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa. É um dom divino. As mulheres, ao longo do tempo, tornaram-se instrumento de um discurso político com poucas soluções práticas para a vida real delas. A vida real é econômica”.

Também defendeu que a pauta feminina ocupe um espaço central na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com foco na geração de renda, na autonomia financeira e no combate à violência contra as mulheres.

Assista à entrevista ao Poder360 (53min1s):

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A ex-presidente da Caixa afirmou que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres ou tem nelas a principal fonte de renda. Também disse que, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) as mulheres dedicam cerca de 10 horas semanais a mais do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de crianças e idosos. Para Daniella, essa sobrecarga reduz as oportunidades de qualificação e de inserção no mercado de trabalho.

Segundo ela, esse trabalho não remunerado, que chamou de “economia do cuidado”, representa cerca de 8,5% do PIB brasileiro. Na avaliação da ex-presidente da Caixa, políticas públicas devem considerar essa realidade e utilizar ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso das mulheres a serviços públicos, oportunidades de emprego e capacitação.

Daniella também criticou o PT ao afirmar que o partido utiliza um discurso de proteção às mulheres para se apresentar como seu principal representante político. Segundo ela, essa narrativa cria a ideia de que mulheres identificadas com a direita seriam “submissas”, enquanto a esquerda monopolizaria a defesa das pautas femininas. “O PT rotula a direita como se a mulher de direita fosse submissa”, afirmou.

Fonte: Poder 360

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