Contra-ataque chinês: Pequim avalia taxar supercarros europeus

Até que demorou para acontecer, mas a China finalmente decidiu revidar às frequentes tarifas impostas aos seus produtos no mundo todo – principalmente quando o assunto são os carros elétricos.
Até que demorou para acontecer, mas a China finalmente decidiu revidar às frequentes tarifas impostas aos seus produtos no mundo todo – principalmente quando o assunto são os carros elétricos.
Já escrevemos bastante aqui no Olhar Digital sobre o assunto. É totalmente compreensível que um governo e um país se incomodem com a concorrência oriental. Sem entrar no mérito das condições de trabalho na China, mas eles costumam entregar itens de boa qualidade e por um preço quase sempre mais em conta.
No mercado de carros elétricos, por exemplo, os chineses caminham para uma espécie de liderança global. A BYD chegou a bater a Tesla em alguns dos trimestres recentes. As montadoras chinesas se espalham pelos 4 cantos do planeta e, onde chegam, já se tornam relevantes – como aconteceu há pouco no México.

E o crescimento dos EVs chineses pode representar uma dificuldade extra para a indústria nacional, ou seja, as empresas mesmo estrangeiras, mas que possuam fábricas instaladas no país.
Até então, noticiávamos apenas as taxas sobre os chineses nos Estados Unidos, na Europa e até discussões sobre o tema aqui no Brasil. Mas nada de a China contra-atacar. Isso parece prestes a mudar.
Leia mais
- Híbridos e elétricos superaram carros a gasolina na China pela primeira vez
- Os 10 carros elétricos com as maiores baterias e autonomias em 2024
- Por que alguns carros estão 'inchando' na China?
Discussão sobre taxar supercarros europeus
- Segundo informa o UOL, a China está reunindo fabricantes e associações locais para discutir um aumento nas tarifas sobre carros grandes a gasolina europeus.
- A medida ocorre cerca de um mês depois de a União Europeia ter aumentado (de novo) as taxas sobre os elétricos orientais.
- Da última vez, a Comissão Europeia elevou os impostos de importação sobre os EVs chineses de 38 para 46,3% (36,3% + 10%), sob a acusação de dumping industrial.
- O anúncio do contra-ataque foi feito pelo Ministério do Comércio chinês, que informou ter “ouvido as opiniões e sugestões da indústria, de especialistas e acadêmicos” sobre o tema.
- Se a medida se confirmar, podemos estar diante de uma verdadeira guerra comercial entre duas potências.
- E quem sairia perdendo seriam as grandes marcas de luxo europeias, como Ferrari, Lamborghini, Maserati, Porsche, BMW e Mercedes.
- Segundo informa o site Automotive News Europe, as exportações alemãs desses modelos para a China fecharam 2023 com a impressionante cifra de 1,1 bilhão de euros.
- A China é um dos maiores mercados do mundo.
- Estamos falando de um país extremamente rico e populoso (apesar da desigualdade social).
- Os ricos chineses costumam viajar o mundo todo e consumir muitos produtos de luxo ocidentais.
- Daí viria o prejuízo dessas super marcas de carros.

Quando a “guerra” pode começar?
Como dizem os grandes historiadores, a gente nunca sabe exatamente quando uma guerra começa. Mas os dois lados já mostraram as cartas que têm nas mãos.A Comissão Europeia vai coletar os comentários das empresas chinesas afetadas pelas novas tarifas até 30 de agosto. Após essa fase, vai apresentar uma proposta final aos estados-membros, que deverão aprová-la ou rejeitá-la por votação qualificada.
O processo deve terminar entre o final de outubro e o início de novembro. Aí saberemos se as novas (e elevadas) tarifas continuarão ou não. Se continuarem, o prazo de vigência pode chegar a 5 anos.
Enquanto isso, a China está no modo standby. Apenas esperando os próximos capítulos da história – e pronta para reagir, se necessário.
A Europa talvez reconsidere os próximos passos.
As informações são do Motor1.
Fonte: Olhardigital




