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Computadores do futuro podem consumir metade da energia com esta técnica

Redação13 de fevereiro de 2026
Computadores do futuro podem consumir metade da energia com esta técnica

Pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU, na sigla em inglês) desenvolveram um nanolaser capaz de se tornar peça fundamental para computadores, celulares e centros de dados muito mais rápidos e energeticamente eficientes.

Pesquisadores da Universidade T?cnica da Dinamarca (DTU, na sigla em ingl?s) desenvolveram um nanolaser capaz de se tornar pe?a fundamental para computadores, celulares e centros de dados muito mais r?pidos e energeticamente eficientes.

A tecnologia abre a possibilidade de integrar milhares desses lasers em um ?nico microchip, permitindo um futuro digital no qual dados deixem de ser transmitidos por sinais el?tricos e passem a ser enviados por part?culas de luz, os f?tons. O estudo foi publicado na revista cient?fica Science Advances.

Segundo o professor Jesper Mørk, coautor do trabalho ao lado de Meng Xiong e Yi Yu, o avan?o pode viabilizar nova gera??o de componentes miniaturizados e de alto desempenho.

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"O nanolaser abre a possibilidade de criar uma nova gera??o de componentes que combinam alto desempenho com tamanho m?nimo. Isso pode ocorrer na tecnologia da informa??o, por exemplo, onde lasers ultrapequenos e energeticamente eficientes podem reduzir o consumo de energia em computadores, ou no desenvolvimento de sensores para o setor de sa?de, onde a extrema concentra??o de luz do nanolaser pode fornecer imagens de alta resolu??o e biossensores ultrassens?veis", afirmou, ao Phys.org.

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Redu??o de energia e ganho de velocidade

  • Atualmente, a internet j? transmite dados na forma de luz por cabos de fibra ?ptica, mas, dentro dos computadores, a comunica??o ainda ocorre por eletricidade em circuitos eletr?nicos, o que limita a velocidade e gera calor;
  • Ao levar a luz diretamente para dentro do microchip por meio dos nanolasers, a tecnologia digital poderia se tornar mais r?pida, mais fria e muito mais amig?vel ao clima;
  • Isso ocorre porque esses lasers geram sinais luminosos que podem ser transmitidos com quase nenhuma perda de energia. No caso de computadores, Mørk estima que o consumo energ?tico poderia ser reduzido pela metade;
  • O nanolaser ultracompacto desenvolvido pela DTU ? considerado um componente essencial para essa vis?o, j? que chips futuros precisar?o de milhares de lasers min?sculos e eficientes para enviar sinais luminosos internamente.

Pesquisadores da DTU inventaram um nanolaser constru?do em uma membrana semicondutora que faz com que el?trons e luz se concentrem em uma pequena ?rea (sombra azul); ao usar luz em vez de sinais el?tricos em microchips, a velocidade de transfer?ncia de dados pode ser aumentada e a perda de energia reduzida (Imagem: Yi Yu)
O dispositivo foi criado em sala limpa no laborat?rio DTU Nanolab e, de acordo com os pesquisadores, supera o limite tradicional de miniaturiza??o desse tipo de tecnologia. O laser baseia-se em uma estrutura de aprisionamento de luz ? uma nanocavidade ? que concentra a radia??o em uma ?rea microsc?pica com intensidade extrema, algo que antes era considerado imposs?vel.

Quando o laser ? iluminado por um feixe externo, tanto a luz quanto os el?trons se concentram nesse espa?o min?sculo, permitindo opera??o em temperatura ambiente com consumo energ?tico incomumente baixo. A estrutura de confinamento foi originalmente projetada por um grupo liderado pelo professor Ole Sigmund, do departamento DTU Construct.

Pr?ximos desafios e aplica??es

Os cientistas afirmam que, se, no futuro, o nanolaser puder ser alimentado eletricamente ? o pr?ximo grande desafio de pesquisa ?, ele poder? revolucionar diversas tecnologias.

Computadores e smartphones poderiam consumir significativamente menos energia e entregar maior desempenho, enquanto centros de dados poderiam reduzir drasticamente seus gastos energ?ticos, gerando grande economia clim?tica. Na ?rea de sa?de, o componente permitiria sensores ultrassens?veis e sistemas de imagem de alt?ssima resolu??o.

Os pesquisadores estimam que os desafios t?cnicos finais para viabilizar a tecnologia poder?o ser resolvidos dentro de um prazo de cinco a dez anos.

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MicrochipEnergiaLaserMicrochipsComputadoresCiência e espaço

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