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Cientistas encontram proteína que pode reverter envelhecimento cerebral

Redação03 de setembro de 2025
Cientistas encontram proteína que pode reverter envelhecimento cerebral

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), identificou uma proteína que pode desempenhar papel fundamental no envelhecimento cerebral.

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF), identificou uma proteína que pode desempenhar papel fundamental no envelhecimento cerebral. A descoberta abre caminho para novas pesquisas sobre a prevenção de doenças neurodegenerativas.

A proteína em questão é a ferritin light chain 1 (FTL1), associada ao armazenamento de ferro no organismo. Até agora, não havia registros de sua ligação direta com o envelhecimento do cérebro. Segundo os pesquisadores, a manipulação dessa proteína em camundongos resultou em efeitos que vão desde a aceleração do declínio cognitivo até a recuperação de funções em animais mais velhos.

Manipulação da proteína em camundongos mostrou resultados promissores (Imagem: Aleksandr Pobeda / Shutterstock.com)

Diferenças no hipocampo

Os cientistas concentraram a investigação no hipocampo, região do cérebro responsável por memória e aprendizado, que é uma das mais afetadas pelo envelhecimento. Na comparação entre animais jovens e idosos, foi observado que camundongos mais velhos apresentavam maior concentração de FTL1.
hipocampo
Cientistas concentraram a investigação na região do cérebro chamada hipocampo, também presente em humanos (Imagem: 3dMediSphere / Shutterstock.com)
Para comprovar a hipótese, os pesquisadores recorreram à edição genética. Eles aumentaram os níveis da proteína em camundongos jovens e reduziram em animais mais velhos. Os resultados mostraram que os primeiros passaram a ter problemas de memória e aprendizado, enquanto os segundos apresentaram melhora no desempenho cognitivo, com sinais de reversão parcial do envelhecimento cerebral.

Impactos nos neurônios

Além dos testes em animais, a equipe analisou células em laboratório. Os experimentos mostraram que a presença elevada da FTL1 dificultava o crescimento adequado dos neurônios, impedindo a formação de ramificações que normalmente conectam células nervosas e favorecem a comunicação cerebral.

Segundo os cientistas, o excesso da proteína pode afetar as mitocôndrias, responsáveis por fornecer energia às células. Essas estruturas já são conhecidas por estarem diretamente ligadas ao processo de envelhecimento, funcionando como "lâmpadas" que se apagam com o tempo.

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Perspectivas para tratamentos

Os autores do estudo destacam que os resultados, publicados na revista Nature Aging, ainda se limitam a modelos animais. No entanto, as descobertas indicam que o FTL1 pode ser um dos motores do envelhecimento cerebral, e não apenas uma consequência natural da idade.
Imagem mostra um exame de ressonância magnética do cérebro, que pode detectar doenças
A proteína FTL1 pode ser um dos motores do envelhecimento cerebral (Imagem: Radiological imaging / Shutterstock)
“É realmente uma reversão das deficiências”, afirmou Saul Villeda, cientista biomédico da UCSF. “É muito mais do que simplesmente atrasar ou prevenir sintomas.”

A expectativa é que pesquisas futuras investiguem como a proteína atua em seres humanos e como essa descoberta pode ser aplicada em casos de doenças como Alzheimer e Parkinson. Para Villeda, o cenário atual é promissor: “Estamos vendo mais oportunidades de aliviar as piores consequências da velhice.”

Tags:
Medicina e saúdeEnvelhecimentoCérebro

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