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Cientistas descobrem o que provocou a fratura em formato de cobra na Via Láctea

Redação03 de maio de 2025
Cientistas descobrem o que provocou a fratura em formato de cobra na Via Láctea

No centro da Via Láctea existe algo que intriga os cientistas há anos: uma fratura em um formato de cobra.

No centro da Via Láctea existe algo que intriga os cientistas há anos: uma fratura em um formato de cobra. Agora, astrônomos acreditam ter descoberto o que provocou essa fratura com incríveis 230 anos-luz de extensão.

Segundo pesquisadores, um pulsar – uma estrela de nêutrons em rápida rotação – teria colidido com o filamento em alta velocidade.

A descoberta, divulgada recentemente pela NASA e publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, combina dados do observatório espacial Chandra, do radiotelescópio sul-africano MeerKAT e do Very Large Array, nos Estados Unidos.

Estrelas de nêutrons são minúsculas e extremamente quentes (Imagem: NASA Goddard/YouTube)

Colisão provocou mais do que fratura na Via Láctea

  • Oficialmente chamada de G359.13142-0.20005, essa estrutura é uma das mais longas e brilhantes da região central da Via Láctea.
  • Imagens de raio-x indicam que um pulsar, remanescente de uma supernova, teria atravessado o filamento a mais de 1 milhão de km/h, provocando a rachadura.
  • Além da fratura visível, os cientistas notaram alterações no sinal de rádio e no campo magnético local, efeitos possivelmente causados pela passagem do pulsar.

O que são os filamentos da Via Láctea, e por que esse é especial?

Filamentos como a "cobra" são estruturas gigantescas e brilhantes visíveis em ondas de rádio, localizadas ao redor do centro da galáxia. Elas são formadas por partículas que se movem por meio de campos magnéticos paralelos, criando padrões luminosos.
A Via Láctea brilhando acima do Telescópio Víctor M. Blanco de 4 metros (que foi usado na descoberta da galáxia) no CTIO - CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/D. Munizaga
A Via Láctea brilhando acima do Telescópio Víctor M. Blanco de 4 metros (que foi usado na descoberta da galáxia Aquarius III). Crédito: CTIO/NOIRLab/NSF/AURA/D. Munizaga
Apesar de existirem dezenas dessas formações, ainda não se sabe ao certo por que algumas são mais longas ou mais brilhantes que outras.

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"A cobra" chamou atenção por seu comprimento e intensidade, além de exibir uma fratura notável que intrigava os cientistas.

Ao sobrepor dados dos observatórios Chandra, MeerKAT e VLA, os astrônomos perceberam que bem no local da quebra havia uma fonte de emissão intensa: um pulsar extremamente veloz.

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"Essa descoberta mostra como até mesmo uma estrela morta pode sacudir a estrutura da galáxia", afirmou a equipe da NASA em comunicado.

Como o pulsar causou o impacto

Segundo o site Mashable, estrelas de nêutrons como essa se formam após explosões de supernova e são conhecidas por seus campos magnéticos intensos e altíssima densidade.
Conceito artístico de um pulsar no Universo, elaborado com Inteligência Artificial. Crédito: Flavia Correia via DALL-E/Olhar Digital
O pulsar em questão gira rapidamente, emitindo radiação como um farol cósmico. A colisão teria distorcido o campo magnético da "cobra" e criado um rastro de partículas aceleradas, como elétrons e pósitrons, que também seriam responsáveis pela emissão extra de raios-x na região.

Os cientistas estimam que esse pulsar esteja se deslocando entre 1 milhão e 2 milhões de milhas por hora. Mesmo após a explosão que o originou, ele continua provocando efeitos notáveis nas estruturas ao seu redor – como no caso desse filamento galáctico.

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