segunda-feira, 07 de setembro de 202619:00:31
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

Cérebro humano opera a 10 bits por segundo, revela estudo

Redação19 de dezembro de 2024
Cérebro humano opera a 10 bits por segundo, revela estudo

O cérebro humano é frequentemente comparado ao computador mais poderoso do mundo, mas um estudo recente da Caltech revelou que sua velocidade de processamento é extremamente lenta quando analisada em termos digitais.

O cérebro humano é frequentemente comparado ao computador mais poderoso do mundo, mas um estudo recente da Caltech revelou que sua velocidade de processamento é extremamente lenta quando analisada em termos digitais. Segundo os pesquisadores, nossos cérebros processam informações a uma taxa média de apenas 10 bits por segundo, mesmo que nossos sistemas sensoriais capturem dados cerca de 100 milhões de vezes mais rápido.

Esse contraste impressionante sugere que, enquanto nossos sentidos trabalham em alta velocidade, a capacidade de processamento consciente de informações permanece limitada, algo que pode ter raízes profundas na evolução humana.

Representação artística do “limite de velocidade” do cérebro – pensamos, processamos e decidimos no ritmo lento de 10 bits por segundo. (Imagem: J. Zheng via Caltech)
Embora o estudo exija algumas aproximações numéricas — como a definição de bits no cérebro versus sistemas computacionais —, ele lança uma luz intrigante sobre as limitações e o potencial da mente humana. Publicado na revista científica Neuron, o estudo levanta questões importantes sobre nosso lugar em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias rápidas.

Como a velocidade do cérebro foi calculada

  • Os pesquisadores definiram um “bit” em termos humanos com base em diferentes modos de processamento de informações.
  • No caso da escrita, por exemplo, consideraram um digitador profissional que alcança cerca de 120 palavras por minuto, o que equivale a aproximadamente 10 teclas pressionadas por segundo.
  • Para a fala, usaram o ritmo recomendado de até 160 palavras por minuto, resultando em cerca de 13 bits por segundo.
  • Outras atividades humanas também foram analisadas, como resolver cubos mágicos em velocidades recordes (11,8 bits/seg), desafios de memorização de dígitos (4,9 bits/seg), partidas de Tetris profissionais (7 bits/seg) e competições de cartas rápidas (17,7 bits/seg).
  • A partir desses dados, os cientistas estabeleceram a média de 10 bits por segundo como a taxa do pensamento humano.

Comparações com sistemas artificiais e sensoriais

Embora impressionante em eficiência, o cérebro humano é incrivelmente lento quando comparado a sistemas artificiais. Tecnologias como Wi-Fi transmitem dados em milhões de bits por segundo, enquanto os olhos humanos, sozinhos, captam informações a uma taxa de 1,6 bilhão de bits por segundo. Apesar disso, o cérebro só consegue usar uma fração mínima dessas informações para tomar decisões e perceber o mundo.
Representação de um cérebro humano pairando sobre um par de mãos
Nosso cérebro não é tão rápido quanto pensamos (Imagem: Anucha Tiemsom / Shutterstock.com)
Segundo Markus Meister, autor principal do estudo, "A cada momento, extraímos apenas 10 bits dos trilhões captados por nossos sentidos para perceber o mundo e tomar decisões."

Leia mais:

Impactos evolutivos e tecnológicos

Os pesquisadores apontam que essa limitação pode ser um resquício evolutivo dos primeiros humanos, que precisavam se concentrar apenas em atividades essenciais, como procurar alimento e evitar predadores. Essa herança nos deixou com a capacidade de focar em apenas um "fluxo de pensamento" por vez.

No entanto, essa limitação coloca os humanos em desvantagem em um mundo onde máquinas e inteligência artificial (IA) processam informações em velocidades cada vez maiores. "Quando o último motorista humano se aposentar, poderemos atualizar a infraestrutura para máquinas com cognição em kilobits por segundo", escrevem os autores.

Essa diferença também representa um desafio para tecnologias como o Neuralink, de Elon Musk, que promete integrar cérebros humanos a computadores. Independentemente da velocidade da máquina, nosso cérebro continuará sendo o gargalo, operando a apenas 10 bits/seg.

Tags:
Cérebro humanoCérebroCiência e espaço

Continue Lendo