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Casa do Autista de Maceió reforça atendimento com acompanhamento psiquiátrico integrado às terapias

Redação18 de agosto de 2026
Casa do Autista de Maceió reforça atendimento com acompanhamento psiquiátrico integrado às terapias
© Reprodução

Na Casa do Autista de Maceió, o cuidado com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai além das terapias realizadas no dia a dia. O acompanhamento psiquiátrico integra a estratégia de atendimento da unidade e contribui para que cada paciente tenha suas necessidades avaliadas de forma individualizada, considerando não apenas aspectos relacionados à saúde, mas também a rotina, o desenvolvimento e o contexto familiar.

De acordo com a médica psiquiatra Natália Omena, o atendimento começa com uma triagem realizada pela equipe multiprofissional. A partir desta avaliação, os pacientes passam pelo acompanhamento dos diferentes profissionais e também são avaliados pela psiquiatria. “Essa consulta funciona, basicamente, para a gente ver as necessidades do paciente. Então, é uma criança que vai precisar de medicação ou não, é uma criança que as terapias que ela está fazendo estão funcionando, se o tratamento já está correto. Tudo isso a gente vai avaliar na consulta”, explica.

A consulta psiquiátrica também representa um momento de escuta e orientação para os responsáveis. De acordo com a médica, os pais podem apresentar dúvidas, receber orientações profissionais e, quando necessário, ser encaminhados para atendimento psicológico. Esse olhar para a família é considerado parte importante do processo de cuidado, já que compreender a realidade vivenciada em casa ajuda a equipe a acompanhar de maneira mais ampla as necessidades da criança ou do adolescente.

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O acompanhamento também não termina após a primeira consulta. Nos casos em que há necessidade de tratamento medicamentoso, por exemplo, os retornos permitem avaliar a resposta do paciente e realizar os ajustes necessários. A equipe também observa se a quantidade de terapias é adequada, se elas estão bem distribuídas na rotina e se existe a necessidade de incluir outras abordagens que possam contribuir para o desenvolvimento.

“Com o decorrer das consultas, a gente consegue otimizar esse tratamento, verificar se as terapias estão em quantidade adequada, se estão bem distribuídas na rotina do paciente e se dá para incrementar alguma terapia para melhorar ainda mais o desenvolvimento. E a gente consegue também acolher a família”, pontua Natália.

Para Camila Porciúncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, a presença da psiquiatria dentro de uma estrutura multiprofissional reforça a proposta de oferecer um atendimento integrado e centrado nas necessidades de cada usuário. “A psiquiatria não atua de forma isolada. Ela faz parte de uma rede de cuidados em que os profissionais compartilham informações e olhares diferentes sobre a criança ou o adolescente. Esse trabalho integrado permite acompanhar a evolução de cada usuário com mais atenção e buscar, sempre que necessário, os ajustes que favoreçam o desenvolvimento e a qualidade de vida”, frisa.

A gerente-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa, destaca que o acompanhamento das famílias é outro diferencial da assistência oferecida pela unidade. “Quando uma família chega à Casa do Autista, ela também precisa ser acolhida e orientada. Muitas vezes, os responsáveis têm dúvidas sobre comportamentos, terapias, medicações e sobre como organizar a rotina. Ter profissionais de diferentes áreas trabalhando de forma articulada nos permite olhar para essas necessidades e construir um cuidado mais completo”, ressalta.

Com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos, a Casa do Autista amplia o olhar sobre o cuidado. A Casa do Autista é administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde. A instituição atua com foco em boas práticas de governança e na qualidade da assistência prestada à população de Maceió, implantando processos que buscam integrar inovação, cuidado e gestão eficiente.

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Veja como ter acesso

Para ter acesso aos serviços da Casa do Autista, o primeiro passo é reunir a documentação necessária e levá-la ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, localizado na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol. No local, é aberto o processo para análise. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico da criança ou adolescente, além dos documentos do responsável legal.

Depois desta etapa, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria Municipal de Saúde realiza a análise e a regulação dos casos. São priorizadas pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou serviços contratualizados, e que se encontram em fila de espera na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Após a avaliação, os pacientes são encaminhados gradualmente para os serviços disponíveis, entre eles a própria Casa do Autista. Quando a procura ultrapassa a capacidade de atendimento, os solicitantes permanecem em fila de espera, seguindo critérios técnicos e de prioridade.

Fonte: Secom Maceió

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