Café com Ciência discute acesso à saúde em comunidades quilombolas

Debate abordou a distância entre comunidades quilombolas e Unidades Básicas de Saúde, além da presença do Programa Mais Médicos nesses territórios O acesso à Atenção Primária à Saúde em territórios quilombolas e os desafios para garantir um
O acesso à Atenção Primária à Saúde em territórios quilombolas foi debatido no Café com Ciência, realizado na sexta-feira (9/10), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília. O evento, promovido pelo Ministério da Saúde, reuniu pesquisadores e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) para discutir estratégias de cuidado voltadas a essa população.
Um estudo nacional revelou que 85% das 8.441 localidades quilombolas identificadas pelo Censo Demográfico de 2022 estão a até 10 quilômetros de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com distância mediana de 4,1 quilômetros. No entanto, a presença de uma UBS próxima não garante acesso ao atendimento devido a fatores como condições das estradas e racismo institucional.
O levantamento identificou 2.786 UBS de referência em 1.208 municípios, com a Região Norte apresentando a maior proporção de localidades a mais de 40 quilômetros de uma unidade. O estudo também apontou que 53,5% das localidades têm uma UBS com médico vinculado ao Programa Mais Médicos.
O Café com Ciência abordou ainda os avanços e desafios da Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola e apresentou resultados preliminares de uma pesquisa em 27 comunidades da Bahia, Sergipe e Pernambuco. Foram destacadas estratégias como qualificação do acolhimento e fortalecimento do vínculo entre equipes e comunidades.
As discussões enfatizaram a importância de entender as particularidades dos territórios quilombolas para melhorar a organização dos serviços e reduzir barreiras de acesso à saúde.
Fonte: Min. da Saúde




