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Big techs estão mentindo sobre suas emissões de carbono?

Redação19 de setembro de 2024
Big techs estão mentindo sobre suas emissões de carbono?

Uma nova investigação do The Guardian revela que a demanda por dados das big techs impacta o meio ambiente mais do que as empresas admitem, especialmente com o crescimento da inteligência artificial (IA).

Uma nova investigação do The Guardian revela que a demanda por dados das big techs impacta o meio ambiente mais do que as empresas admitem, especialmente com o crescimento da inteligência artificial (IA).

O relatório analisou as emissões dos data centers do Google, Microsoft, Meta e Apple, concluindo que suas emissões totais são possivelmente mais de sete vezes (662%) maiores do que os números que divulgam atualmente.

Essa discrepância é atribuída as práticas de “contabilidade criativa” que envolvem certificados de energia renovável (Recs). Esses certificados permitem que as empresas aleguem compensar parte de seu consumo elétrico com energia renovável, mas, frequentemente, essa eletricidade não é realmente utilizada pelas instalações.

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Assim, as empresas reportam emissões distorcidas, baseadas em estimativas de mercado, ao invés de dados reais. Por exemplo, as emissões de COâ‚‚ da Meta em 2022 são 19 mil vezes superiores aos números oficiais.

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Números de emissões que as big techs divulgam não representam o verdadeiro volume de carbono emitido pelas empresas (Imagem: 3rdtimeluckystudio / Shutterstock)
A Amazon, que não foi incluída na estimativa de 600%, é considerada a maior poluidora, superando de longe a Apple, a segunda maior emissora. A Amazon, com a Meta, está promovendo a manutenção dos Recs na contabilidade de emissões, enquanto Google e Microsoft se comprometem a eliminar esses certificados de suas métricas.

O impacto ambiental da IA ainda é debatido, especialmente porque sua demanda energética supera a de aplicações tradicionais em nuvem.

O Google informou que suas emissões de gases de efeito estufa aumentaram 48% entre 2019 e 2023, devido a investimentos em IA a partir de 2022. Além disso, Elon Musk tem enfrentado críticas pela operação do data center xAI, que supostamente funciona com turbinas a gás sem licenciamento ambiental, em violação aos padrões da EPA.

Antes da ascensão da IA, os data centers representavam cerca de 1-1,5% do consumo global de eletricidade, um número que pode dobrar até 2026, conforme a Agência Internacional de Energia.

Por que é importante ter um plano de recuperação de desastres em data centers
A chegada das IAs tem feito com que os data centers consumam mais energia do que antes, aumentando seu impacto ambiental – Imagem: Oleksiy Mark (Shutterstock)

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