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Apagão cibernético: saiba o que aconteceu, segundo a CrowdStrike

Redação25 de julho de 2024
Apagão cibernético: saiba o que aconteceu, segundo a CrowdStrike

Há quase uma semana, o mundo enfrentou um apagão cibernético de grandes proporções, que afetou inúmeros sistemas Windows em diversos setores, como aviação, logístico, clínico e financeiro.

Há quase uma semana, o mundo enfrentou um apagão cibernético de grandes proporções, que afetou inúmeros sistemas Windows em diversos setores, como aviação, logístico, clínico e financeiro. Mas, para além da Microsoft, uma empresa ficou sob os holofotes por conta da falha: a CrowdStrike.

Milhões de sistemas Windows foram afetados (Imagem: NguyenDucQuang/Shutterstock)
Nesta quarta-feira (24), a empresa divulgou relatório explicando exatamente o que aconteceu e levou ao colapso de cerca de 8,5 milhões de sistemas em todo o mundo – as máquinas chegaram a apresentar a famosa tela azul da morte (e o Brasil também foi afetado).

Apagão cibernético: o que aconteceu, segundo a CrowdStrike

  • Conforme o relatório, um bug em uma ferramenta de controle de qualidade, que verifica atualizações de sistema em busca de erros, fez com que uma falha crítica fosse enviada aos computadores;
  • A empresa afirma que vai fazer mais testes do tipo atualização (as mesmas que causaram a pane global) antes de enviá-las às máquinas;
  • Ela vai implantar, gradualmente, tais atualizações para grupos maiores de usuários, de modo a verificar possíveis problemas com Implantação Canário (Canary Deployment, ou Canary Release, ambos em inglês), técnica que diminui o risco de liberação com erros.
Ao The Wall Street Journal, Dave DeWalt, diretor-administrativo da empresa de capital de risco NightDragon e ex-presidente-executivo da McAfee, disse que encenar o processo é crucial.

Além disso, afirmou ainda que atualizações que podem travar sistemas precisam passar por quarentena antes, onde podem ser testadas.

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"Uma implementação completa de um fornecedor de segurança para todos os clientes em questão de minutos é muito perigosa", prosseguiu. Curiosamente, o CEO da CrowdStrike, George Kurtz, foi funcionário de DeWalt na MacAfee.

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O incidente da semana passada deve colocar mais pressão sobre fornecedores digitais para explicarem, de forma transparente, como fazem seus testes de sistemas e detalhem seus processos, de modo a garantir a segurança de seus softwares, apontou Chris Krebs, diretor de inteligência e políticas públicas da SentinelOne, concorrente da CrowdStrike.

Krebs também foi diretor da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA, que faz o fortalecimento das defesas federais e de infraestrutura crítica contra hackers.

Avião da Delta Airlines voando
Delta Airlines foi uma das afetadas e cancelou voos (Imagem: Bradley Caslin/Shutterstock)
O maior problema é que há uma real falta de transparência em várias dessas empresas que fornecem esses serviços essenciais. Minha preocupação é que estamos à beira de uma crise de confiança nessa infraestrutura digital da qual todos dependemos tanto. Chris Krebs, diretor de inteligência e políticas públicas da SentinelOne, ao The Wall Street Journal
Na segunda-feira (22), a CrowdStrike alertou seus clientes que criminosos tentaram se aproveitar do ocorrido.

Em publicação em seu blog, a empresa informou que identificou um arquivo malicioso disseminado por hackers, alegando que ele seria uma "solução rápida para o problema" – apenas para causar danos (ainda maiores) aos sistemas.

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