A emocionante noite em que Messi só não fez chover em Kansas City

Seria um dia especial da Copa do Mundo, com a França de Mbappé, a Noruega de Haaland e a Argentina de Messi.
Seria um dia especial da Copa do Mundo, com a França de Mbappé, a Noruega de Haaland e a Argentina de Messi. O francês e o norueguês fizeram sua parte, com dois gols cada um. Mbappé chegou a 14 gols em três Copas disputadas. Haaland, em seu primeiro jogo em mundiais, mostrou a que veio. Faltava Messi – e o que ele aprontou no estádio de Kansas City foi um daqueles momentos para sempre eterno. Ok, o adversário, a Argélia, não é nenhum bicho papão, mas pouco importa.
O genial canhotinha de 38 anos, em sua sexta Copa, marcou três vezes – chegou a 16 gols na competição, igualando o alemão Miroslav Klose. Ao deixar o campo, faltando doze minutos para o apito final, foi aplaudido em pé. Havia argentinos chorando na arquibancada, muitos fazendo reverências quase religiosas. O treinador Lionel Scaloni parecia embasbacado com o que viu. Três gols! E como ironia dos instantes indeléveis, foram três gols contra o goleiro Luca Zidane, de 28 anos, filho de Zinedine. Haveria um roteiro mais sensacional, mais bonito, de modo a celebrar o feito de Messi? Há ainda, na Argentina, um drama de escolha – quem, afinal, é maior: Messi ou Maradona. Caminha-se para uma resposta definitiva, ainda que o menino de Rosário não tenha nada, nadinha, do carisma do campeão mundial de 1986. Foi mágica a noite inaugural de Messi na Copa de 2026. Vem mais por aí, certamente – até porque já não lhe pesa mais sobre os ombros a obrigação de erguer a taça, já levada aos céus em 2022. 
A lista dos maiores goleadores:
- Miroslav Klose e Lionel Messi: 16 gols
- Ronaldo: 15 gols
- Mbappé e Gerd Muller: 14 gols
- Just Fontaine: 13 gols
- Pelé: 12 gols
Fonte: Veja Abril




