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Senador Omar Aziz rejeita emendas que mantinham jornada 6x1 na PEC

Redação02 de setembro de 2026
Senador Omar Aziz rejeita emendas que mantinham jornada 6x1 na PEC

As emendas da oposição para manter a possibilidade da jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1) foram rejeitadas pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6x1. Ao todo, Aziz rejeitou todas as 36 emendas à proposta....

O senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um dia de descanso (6x1), rejeitou as emendas da oposição que buscavam manter essa possibilidade. No total, foram rejeitadas todas as 36 emendas à proposta.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisou a PEC 221 de 2019 na manhã desta quarta-feira (2), após quatro meses da chegada da proposta ao Senado. No final de maio, a Câmara aprovou o texto com apenas 22 votos contrários de 513 deputados.

Entre as emendas rejeitadas estavam as dos senadores Izalci Lucas (PL-DF), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Laércio Oliveira (PP/SE) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

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O relator argumentou que não poderia acolher as emendas porque elas permitiriam jornadas acima das 40 horas semanais. Aziz afirmou que as emendas descaracterizariam o objetivo de reduzir a jornada de 44 para 40 horas, mantendo dois dias semanais com a família.

Emendas que aumentavam a regra de transição da PEC, de 14 meses para até quatro anos, também foram rejeitadas, assim como sugestões para adiar a implementação da regra e compensações fiscais às empresas.

A PEC propõe acabar com a escala 6x1, garantindo descanso remunerado de dois dias por semana sem redução salarial e reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas com uma regra de transição de 14 meses.

Se aprovada na CCJ, a PEC poderá seguir para análise do plenário. Lideranças do governo defendem que a análise da proposta no Senado seja concluída ainda hoje.

O senador Izalci Lucas defendeu a previsão de escalas diferenciadas que poderiam ter jornadas acima do previsto na PEC, a serem negociadas entre patrões e trabalhadores.

Argumento semelhante foi usado por Oriovisto Guimarães, que destacou a negociação coletiva como o instrumento mais adequado para disciplinar a matéria. Rogério Marinho apresentou emenda para permitir jornadas por hora trabalhada, mantendo a possibilidade da escala 6x1.

O relator Omar Aziz destacou que o Brasil não vai “quebrar” com a redução da jornada, como não quebrou em 1988, quando a jornada foi reduzida de 48 para 44 horas semanais.

Aziz criticou a proposta de regime por hora trabalhada e ressaltou que a PEC pretende proteger os empregados, que são o lado mais frágil na relação patrão-trabalhador.

“Se propõe alinhar o país ao movimento internacional de convergência ao módulo de 40 horas. Na América Latina, a Colômbia, o Chile e o México adotaram, nos últimos anos, cronogramas de redução da duração semanal do trabalho”, disse.

O relator lembrou que o Brasil, em 1988, esteve à frente ao reduzir a jornada para 44 horas, e atualmente figura entre os países que mantêm patamar superior ao padrão consagrado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) há mais de 30 anos.

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