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Nova legislatura terá 70% dos parlamentares contra agenda ambiental

Redação07 de outubro de 2026
Nova legislatura terá 70% dos parlamentares contra agenda ambiental

A partir de 2027, senadores e deputados federais que assumem para compor a 58ª Legislatura (2027-2031) trabalharão distantes da agenda ambiental e climática.

A partir de 2027, a 58ª Legislatura contará com sete em cada dez parlamentares contrários à agenda socioambiental. Essa conclusão é de uma análise do Observatório do Clima sobre o índice de convergência ambiental dos congressistas.

O índice de convergência nas duas Casas do Congresso Nacional é de 68,9%, considerado baixo ou muito baixo. Na faixa muito baixa, estão 201 (33,8%) congressistas, enquanto 208 (35%) estão na faixa baixa.

Na faixa boa, foram classificados 52 (8,75%) parlamentares e 133 (22,4%) na faixa muito boa.

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A coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo, alerta que esse cenário pode comprometer a proteção ambiental no país, resultando em retrocessos como o enfraquecimento dos órgãos ambientais e a diminuição da proteção às florestas.

Senado

No Senado, 79% dos senadores têm índice de convergência ambiental baixo ou muito baixo, com 64 dos 81 senadores sem alinhamento às pautas ambientais. Apenas 17 senadores (21%) estão nas faixas boa ou muito boa.

Esse distanciamento aumentou em relação à legislatura anterior, que tinha 58 (71,6%) senadores com baixo ou muito baixo alinhamento.

Câmara

Na Câmara dos Deputados, 67,3% dos 513 parlamentares estão nas faixas baixa ou muito baixa, totalizando 345 deputados. Apenas 40 (7,8%) estão na faixa boa e 128 (25%) na faixa muito boa.

A piora é atribuída ao crescimento de partidos de extrema direita, que historicamente apresentam baixa convergência ambiental, como o Partido Liberal (PL), que aumentou suas cadeiras no Senado e na Câmara.

“Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática”, destaca Suely Araújo.

A análise utilizou a plataforma Farol Verde e fontes oficiais para classificar os parlamentares eleitos no índice de convergência ambiental.

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