sexta-feira, 28 de agosto de 202611:08:24
Chuva 71%
TV Alagoas
SaúdeSaúde da Gente Especialidades oferece bolsas de colostomia no Pam SalgadinhoPolicialPM morre após sofrer mal súbito após teste de aptidãoGeral‘É um perigo para a sociedade’, diz pai sobre motorista que atropelou e matou atleta de jiu-jítsu em MaceióGeralMotorista de aplicativo perde o controle de carro e bate em poste no bairro do FarolGeralPrefeita da Barra de Santo Antônio denuncia violência política e de gênero ao Ministério PúblicoPolicialHomem é preso após descumprir medida protetiva e agredir companheira na PitanguinhaGeralMotociclista morre após ser atropelado por SW4 e ficar pendurado em árvore no interior de ALPolíticaProjeto de lei propõe proibição de apostas em bets no BrasilPolíticaFlávio Bolsonaro se declara "carioca mais nordestino" em motociataPolíticaPrefeito de Maceió lança programa de proteção à mulherTecnologiaOpenAI revela invasão de agentes de IA em seus sistemas internosPolíticaFlávio Bolsonaro lidera intenções de voto em MS, diz Quaest

‘É um perigo para a sociedade’, diz pai sobre motorista que atropelou e matou atleta de jiu-jítsu em Maceió

Redação28 de agosto de 2026
‘É um perigo para a sociedade’, diz pai sobre motorista que atropelou e matou atleta de jiu-jítsu em Maceió
© Foto: reprodução

No sepultamento, Pedro Wilson fez um apelo às autoridades e questionou o fato de o condutor estar em liberdade

Durante o sepultamento de Ruan Wilson de Lima Silva, de 15 anos, atleta de jiu-jítsu, nessa quinta-feira (27), em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, o pai do adolescente, Pedro Wilson, fez um apelo às autoridades por justiça e questionou a permanência em liberdade do motorista envolvido no atropelamento que matou o filho.

Em um discurso direcionado ao diretor-geral da Polícia Civil e ao comando-geral da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), Pedro pediu que as autoridades se colocassem no lugar da família que perdeu um filho.

“Eu peço um apelo ao senhor. Se fosse o filho do senhor, com 15 anos, que fosse tirada a vida. Que hoje o senhor devesse estar sepultando o seu filho. Como seria? Seria diferente, eu tenho certeza. Você ia fazer justiça de verdade”, afirmou.

Ruan morreu após ser atropelado por um carro na noite da última terça-feira (25), no Tabuleiro dos Martins, em Maceió. O adolescente estava de bicicleta e, segundo testemunhas, passava por uma faixa de pedestre quando foi atingido. Relatos apontam ainda que o veículo estaria em alta velocidade e teria avançado o sinal vermelho.

Durante a despedida, Pedro questionou a aplicação da lei e afirmou que o motorista já teria outros três crimes de trânsito.

“Mas aí eu digo: por que não cumpriram com a lei? É preciso esse cara já ter três crimes de trânsito. É preciso ele cometer o quarto para que a lei seja feita? Porque um cara desse solto, um cara desse ainda por aí é um perigo para a sociedade”, declarou.

O pai também destacou que o filho era um adolescente promissor e criticou a falta de segurança para pedestres e ciclistas no trânsito.

Segundo Pedro, testemunhas teriam presenciado o momento do atropelamento e há também um vídeo relacionado ao acidente. Ele citou o relato de uma pessoa que teria escapado de ser atingida pelo veículo antes da colisão com Ruan.

“Um deles falou assim no vídeo: ‘Rapaz, você quase me mata porque, se eu não tiro a moto, pega em mim’. Claro, ele tirou a moto e pegou no meu filho”, relatou.

‘Ele era um artista’

Durante o sepultamento, Pedro também falou sobre as características do filho e as lembranças que pretende guardar do adolescente. Segundo ele, Ruan era tranquilo, amigo e tinha talento para o desenho.

“O Ruan, ele é um artista. Desenha, desenhava muito bem. E a recordação de verdade do meu filho era a paciência que ele tinha em solucionar qualquer problema. Apesar de ter 15 anos, ele era muito tranquilo. Ele era calado, mas era um cara muito tranquilo e muito amigo”, afirmou.

O pai disse ainda que a principal lembrança que levará do filho será a tranquilidade que ele demonstrava diante das dificuldades.

“Então, a lembrança que eu vou levar dele, que todo mundo vem para nos ensinar algo, é que manter a tranquilidade nas horas mais difíceis, o qual eu estou tentando fazer aqui, mas é muito difícil porque a dor é grande”, disse.

Ruan era chamado pelos colegas de “Cachinhos”, estudava e praticava jiu-jítsu de forma amadora.

O adolescente havia saído para jantar com o pai na noite do acidente. Ao retornar para casa, teria pedido à mãe para andar de bicicleta pelo bairro, quando acabou sendo atropelado.

Fonte: Gazetaweb

Continue Lendo