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Vacina da Covid-19 volta a ser alvo de fake news na internet

Redação28 de março de 2023252 visualizações

Um levantamento realizado pelo NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro revela que as fake news sobre as vacinas contra a Covid-19 tem se espalhado pelas redes sociais e grupos de WhatsApp e Telegram.

  • Desinformação sobre vacinas contra Covid-19 se espalha pelas redes sociais e grupos de WhatsApp e Telegram;
  • Narrativas enganosas sobre supostos efeitos colaterais e imunidade natural têm um aumento significativo desde o início da campanha de vacinação no Brasil;
  • Bots no Twitter são responsáveis por disseminar informações falsas sobre a eficácia e segurança das vacinas;
  • Grupos e canais no Telegram divulgam serviços de falsificação de comprovantes de vacinação e informações enganosas sobre a eficácia das doses.
Leia também: O estudo mostra que a desinformação sobre o tema teve um aumento significativo a partir do dia 27 de fevereiro, quando a campanha de vacinação começou no Brasil. Muitos grupos de WhatsApp estão espalhando textos e links com informações enganosas sobre supostos efeitos colaterais das vacinas, além de culpá-las por mortes de crianças e artistas sem evidências concretas.
Entre as principais narrativas de desinformação, destacam-se supostos efeitos colaterais causados pela
vacinação e a defesa da imunidade natural. Há indícios de coordenação entre conteúdos de extrema-direita que combinam negação da ciência e teorias conspiratórias.Trecho do relatório do NetLab da UFRJ intitulado “A volta da desinformação sobre vacinas”
Uma mensagem com vídeo que viralizou no início de março afirmava que o imunizante é parte de um “plano de extermínio da população mundial” e que o imunizante teria altas quantidades de grafeno, causando embolia pulmonar, trombose e infarto nos vacinados.

No Instagram, a principal narrativa enganosa associava erroneamente a bivalente a efeitos colaterais graves. No TikTok, vídeos críticos ao governo Lula no dia 27 foram difundidos, inclusive com teorias conspiratórias sugerindo que ele não teria tomado a vacina de fato.

Políticos e influenciadores da extrema-direita continuam sendo os principais impulsionadores da desinformação sobre as vacinas, segundo o relatório. O estudo identificou que 38% dos tweets antivacina no Twitter eram feitos por bots, com o objetivo de manipular o algoritmo e disseminar informações falsas sobre a vacinação.

Além disso, grupos e canais no Telegram estão divulgando serviços de falsificação de comprovantes de vacina e espalhando informações enganosas sobre a eficácia e segurança das vacinas.

Segundo o relatório do NetLab, “as publicações demonstram um retorno de antigas narrativas antivacina e a adesão a essas pautas, especialmente como reação à nova fase de imunização.

Em relação ao volume de conteúdo no tempo, Whatsapp, Telegram e sites de desinformação se destacam por manter o debate com força ao longo de todo o período analisado.Trecho do relatório do NetLab da UFRJ intitulado “A volta da desinformação sobre vacinas”
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Covid-19VacinaFake newsInternet e redes sociais

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