Seu carro pode estar usando tecnologia da Fórmula 1 sem você saber; entenda

Carros de Fórmula 1 podem parecer algo distante do cotidiano, mas muitas das tecnologias que hoje parecem corriqueiras em modelos "comuns" nasceram nas pistas de corrida.
Carros de Fórmula 1 podem parecer algo distante do cotidiano, mas muitas das tecnologias que hoje parecem corriqueiras em modelos "comuns" nasceram nas pistas de corrida. Por exemplo, aumentar o volume do rádio e checar a calibragem do pneu ao mesmo tempo, tudo em um único painel, foi uma inovação importada da modalidade competitiva.
Por mais que o exemplo pareça cotidiano, exportar essas ideias para os carros de passeio e esportivos não é tão simples assim.
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Carros comuns vs. Fórmula 1
Já parou para pensar no espelho retrovisor do seu carro? Provavelmente não, já que eles são apetrechos comuns, que não chamam muita atenção e estão ali pela segurança da condução. No entanto, como lembra o The Washington Post, o primeiro retrovisor parafusado apareceu pela primeira vez no carro Marmon Wasp, dirigido pelo piloto Ray Harroun, vencedor da corrida Indianapolis 500 em 1911.Segundo Jochen Hermann, chefe de tecnologia na Mercedes-AMG, ao jornal, as corridas são sobre achar a solução técnica mais sofisticada possível, tecnologias que inicialmente não foram feitas para carros "comuns".
Transpor essas inovações para os veículos do dia a dia não é algo tão fácil por um motivo simples. Enquanto os carros comuns são feitos para durarem muito tempo, serem dirigidos por qualquer tipo de motorista e serem confortáveis o suficiente para cumprir sua função, os modelos de Fórmula 1 têm um único objetivo: andar rápido.
Ou seja, você provavelmente nunca vai ver um bolso especial para laptop em um carro de corrida, mas espera que seu veículo para dirigir até o trabalho tenha algo deste tipo.
Além disso, os modelos de Fórmula 1 foram feitos para serem levados até o extremo e, por isso, não duram muito tempo. Sem contar que você provavelmente não quer dirigir um carro tão barulhento como o carro de corrida.
Tecnologias que foram da F1 para os carros do dia a dia
O turbo foi uma delas. Na verdade, a tecnologia surgiu na indústria aeroespacial e só depois foi parar na Fórmula 1. Hoje, recursos semelhantes existem nos carros de passeio.Veja outras:
- A tecnologia de troca de marchas é outra importada da F1. Ela funciona em carros com câmbio automático ou semiautomático e permite que os motoristas mudem de marcha de forma manual;
- A inovação foi importante para a Ferrari nos anos 70 e ajudou a economizar tempo dos motoristas na hora de trocar a marcha, já que fica logo atrás do volante;
- O motorista Nigel Mansell venceu o Grand Prix do Brasil com um F1-89 com a primeira versão dessa tecnologia. Dez anos depois, o Ferrari F355 F1 Berlinetta estava sendo vendido com ela;
- A fibra de carbono é outro exemplo. Em 1981, a McLaren usou o primeiro carro com cápsula de fibra de carbono, um material forte, mas leve, que substitui o aço em diversos casos. A indústria aeroespacial já usava o material há algum tempo;
- Na década seguinte, carros comuns já estavam sendo vendidos com fibra de carbono em sua composição, a exemplo dos veículos da McLaren. Vale lembrar que, como o material é caro, os modelos não costumam ser acessíveis e é mais comum encontrá-lo em carros de luxo.

Carros híbridos
Os motores híbridos, que já se popularizaram no mundo e estão chegando ao Brasil, também vieram da Fórmula 1. Inicialmente, eles foram usados para aumentar a eficiência ao unir gasolina e eletricidade.Hoje, os carros híbridos não são exatamente baratos, mas estão se tornaram opções atrativas. Já é possível adquirir modelos da Audi, BMW, Honda, Land Rover, Hyundai, Jeep e outras marcas que produzem sedãs, hatchs e SUVs, e vemos nas ruas todos os dias.
Fonte: Olhardigital



