Sensor brasileiro com partículas de ouro detecta contaminação na água
Redação22 de agosto de 2023262 visualizações
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um sensor portátil, fabricado com papel e nanopartículas de ouro sintetizadas por laser.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um sensor portátil, fabricado com papel e nanopartículas de ouro sintetizadas por laser. A tecnologia pode facilitar e baratear a produção de dispositivos que permitem identificar, fora do laboratório, compostos químicos presentes em líquidos, incluindo aqueles que podem comprometer a qualidade da água que consumimos.
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Tecnologia barata e acessível
- Um dos diferenciais do sensor é o baixo custo.
- O preço unitário é de R$ 0,50 e o sensor descartável pode ser reproduzido em qualquer lugar do mundo, em larga escala.
- A tecnologia está em processo de patenteamento, segundo informações de reportagem da Agência Fapesp.
- "Conseguimos fabricar as nanopartículas do dispositivo por meio de uma síntese com laser, retirando do processo a manipulação humana, que eleva o custo de produção. Isso possibilita a fabricação em larga escala. O laser carboniza a superfície do papel, transformando a celulose em carbono e, com uma gota de solução de ouro, forma-se nanomaterial na superfície", explicou Thiago Regis Longo Cesar da Paixão, coordenador do Laboratório de Línguas Eletrônicas e Sensores Químicos do Instituto de Química da USP.
Sensor é sustentável
- O estudo foi publicado na revista Sensors & Diagnostics.
- Segundo os pesquisadores, as nanopartículas de ouro sobre o papel são as responsáveis pela reação eletroquímica que identifica as substâncias presentes no líquido.
- Elas também melhoram consideravelmente o desempenho em relação àqueles feitos por meio de serigrafia, impressão a jato de tinta, pulverização catódica e desenho a lápis, entre outros, pois garantem mais especificidade na detecção de espécies químicas frente a outras no mesmo ambiente.
- Outra vantagem é se tratar de um produto sustentável: feito de papelão, pode incluir material reaproveitado e subutilizado e não lança mão de reagentes químicos tóxicos nas reações, ao contrário dos procedimentos mais comuns para a fabricação de sensores.
- No estudo foi demonstrado que o sensor teve desempenho considerado equivalente ao de dispositivos de custo superior na detecção de hipoclorito, substância utilizada no controle de qualidade de água da torneira e de piscinas, mas que, em quantidades elevadas, pode ser prejudicial.
- "São dispositivos de uso simples, que podem ser distribuídos em escala governamental para que a população monitore a qualidade de água em sua própria casa e repasse as informações para especialistas, possibilitando a criação de um mapa e, consequentemente, de políticas públicas de controle de qualidade de água", destaca Thiago Regis Longo Cesar da Paixão.
Fonte: Olhardigital
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