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São Paulo traz especialista que usa IA para combater pirataria de produtos

Redação24 de novembro de 2023368 visualizações
São Paulo traz especialista que usa IA para combater pirataria de produtos

(UOL/FOLHAPRESS) - O São Paulo contratou o escritório de Ricardo Bianchini para combater a pirataria de produtos oficias do clube.

O escritório de Bianchini possui uma inteligência artificial que localiza produtos suspeitos pela internet. A 'IA' usa parâmetros como modelo, tamanho e, sobretudo, valor.

A empresa do advogado atua no âmbito físico e virtual para localizar produtos não licenciados. A busca não é apenas por camisas, mas também canecas, cadernos, etc.

Uma vez identificado o produto falsificado, o vendedor é autuado e precisa pagar multa e indenização ao clube. Em caso de reincidência, a multa fica ainda maior, podendo chegar na casa dos R$ 70 mil.

"As indenizações podem variar caso a caso e são critérios nossos, em paralelo com a legislação. É inafastável indenizar o clube. Aqueles que não indenizam, nós providenciamos a instauração de inquérito policial e as medidas cabíveis para que o clube possa se ressarcir", disse Ricardo Bianchini, em contato com o UOL.

O Tricolor sabe que a busca por produtos oficiais na internet é grande e quer eliminar os anúncios que são falsos. O clube tem seus revendedores licenciados, mas entende que o torcedor pode se confundir na hora de comprar.

O advogado explica que muitas vezes, na internet, o consumidor conhece a plataforma em que está comprando, mas não o lojista em questão.

"A pirataria se estabelece em dois ambientes: o físico e o virtual. Pela internet, você só sabe o site que está vendendo, mas não conhece a qualidade e a origem. Tanto que nós procedemos semanalmente uma série de denúncias para derrubar lojas dentro de plataformas. No ambiente físico, a atuação é feita mediante mandados de busca e apreensão."

Os rivais Corinthians e Santos já trabalham com o escritório de Bianchini contra a pirataria de produtos oficiais. Outros dois clubes do Rio de Janeiro e um de Minas Gerais também já fizeram contato com o mesmo intuito.

Além do combate por si só, outro objetivos dos clubes é a valorização dos parceiros que pagam royalties para comercializar produtos oficiais. A ideia é que, ao retirar a pirataria do mercado, as vendas dessas lojas sejam impulsionadas.

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