segunda-feira, 24 de agosto de 202621:59:45
Sol
TV Alagoas
EducaçãoSemed Maceió promove formação em Educação Especial de 25/08 a 01/09EsportesPrefeito Rodrigo Cunha participa de competições no Gigantão em MaceióCulturaAlfarrábios revitalizados atraem visitantes no Centro de MaceióGeralProcon Maceió inaugura núcleo de atendimento no Benedito BentesEducaçãoPrefeito Rodrigo Cunha entrega Gigantinho Bilíngue no Vergel do LagoGeralSemuc orienta motoristas sobre violência contra a mulher em MaceióGeralPrefeitura de Maceió avança na obra do Mercado do JacintinhoEconomiaANP Avança para Monitorar Mistura de Biodiesel por Notas Fiscais EletrônicasEconomiaANP Avança para Monitorar Mistura de Biodiesel por Notas Fiscais EletrônicasEsportesMax Verstappen fica na Red Bull até 2030 e encerra rumores sobre saídaEsportesCristiano Ronaldo chega ao gol 977 na carreira; veja números em 2026EsportesRafael Matos e Orlando Luz vão à semi de duplas do ATP de Cincinnati

Reino Unido aprova tratamento que pode mudar tudo na Medicina

Redação24 de novembro de 2023288 visualizações
Reino Unido aprova tratamento que pode mudar tudo na Medicina

A tecnologia de edição genética Crispr, inicialmente famosa apenas nas páginas científicas, conquistou um marco significativo no “mundo real”.

A tecnologia de edição genética Crispr, inicialmente famosa apenas nas páginas científicas, conquistou um marco significativo no “mundo real”. Isso porque recebeu aprovação regulatória no Reino Unido para o tratamento de anemia falciforme e talassemia (anemia crônica, de origem genética). A Vertex Pharmaceuticals e Crispr Therapeutics lideram o avanço, enquanto aguardam a aprovação da FDA – a Anvisa dos EUA – em dezembro.

Para quem tem pressa:

  • A tecnologia de edição genética Crispr recebeu aprovação regulatória no Reino Unido para tratar anemia falciforme e talassemia, o que marca um avanço significativo liderado por Vertex Pharmaceuticals e Crispr Therapeutics;
  • Desvendada por Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier, laureadas com o Prêmio Nobel de Química, a tecnologia permite a edição genética, que aborda a causa raiz de doenças e representa uma revolução terapêutica.
  • Aprovada como uma cura única para doenças, essa tecnologia destaca-se pela abordagem direta à genética, contrastando com métodos convencionais de tratamento;
  • Apesar do potencial, o setor enfrenta desafios como preocupações com segurança e reembolso. O primeiro tratamento Crispr envolve procedimentos intensivos, como coleta, manipulação genética e reinserção de células – e isso exige quimioterapia, além de apresentar riscos;
  • Investidores expressam cautela diante de procedimentos intensivos e destacam terapias CRISPR in vivo, administradas diretamente ao paciente, como mais atrativas. Futuros desenvolvimentos visam aplicar a tecnologia em áreas desafiadoras como câncer e Alzheimer.
Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier, laureadas com o Prêmio Nobel de Química há três anos, desvendaram a capacidade do sistema imunológico bacteriano, uma descoberta que agora se traduz em tratamentos inovadores.

Leia mais:

A aprovação no Reino Unido marca um ponto crucial porque sinaliza o potencial da edição genética como cura única para doenças, conforme enfatizado pela pesquisadora Doudna, em entrevista ao Wall Street Journal.

Edição genética para tratar doenças

(Imagem: vchal/Shutterstock)
A edição genética, parte de uma revolução terapêutica mais ampla, permite a abordagem da causa raiz de doenças e contrasta com métodos convencionais. O Crispr, em particular, avançou rapidamente devido à sua acessibilidade e timing oportuno, preenchendo uma lacuna no arsenal científico para reescrever genomas.

Wall Street reconhece o potencial de longo prazo, mesmo com oscilações no mercado. Grandes farmacêuticas, como a Vertex, demonstram interesse no setor, evidenciado pelo recente acordo de aquisição de direitos da Obsidian Therapeutics por US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões).

No entanto, desafios significativos aguardam o setor, como preocupações com segurança e reembolso. O primeiro tratamento Crispr segue o método ex vivo – manipulação ou análise de material biológico fora do ambiente natural do organismo, mas mantendo suas características biológicas.

Assim, ele envolve a coleta, manipulação genética e reinserção de células, o que exige quimioterapia e acarreta riscos como a infertilidade. A concorrência, como a terapia genética da Bluebird Bio, também se aproxima.

Ilustração digital de fitas de DNA
(Imagem: TheDigitalArtist/Pixabay)
Investidores expressam cautela diante de procedimentos intensivos, como transplantes de células-tronco, necessários para a terapia Crispr. Analistas apontam para terapias Crispr in vivo, administradas diretamente ao paciente, como mais atrativas.

A Intellia, em particular, destaca-se com sua terapia in vivo para doenças como amiloidose por transtirretina (ATTR) – doença causada pela má formação da proteína transtirretina – que é eficaz e não traz os desafios associados ao método ex vivo. A estratégia de mirar no fígado, um órgão acessível, destaca o potencial de simplicidade da abordagem.

Embora a terapia genética atual foque no fígado, futuros desenvolvimentos miram tecidos e órgãos mais desafiadores, vislumbrando aplicações em áreas como câncer e Alzheimer. Embora a jornada seja desafiadora, o primeiro capítulo da revolução da edição genética na medicina está sendo escrito. E promete uma nova era no tratamento de doenças.

Tags:
Medicina e saúdeMercadoTratamentosGenética

Continue Lendo