terça-feira, 25 de agosto de 202600:30:53
Pode chover 49%
TV Alagoas
EducaçãoSemed Maceió promove formação em Educação Especial de 25/08 a 01/09EsportesPrefeito Rodrigo Cunha participa de competições no Gigantão em MaceióCulturaAlfarrábios revitalizados atraem visitantes no Centro de MaceióGeralProcon Maceió inaugura núcleo de atendimento no Benedito BentesEducaçãoPrefeito Rodrigo Cunha entrega Gigantinho Bilíngue no Vergel do LagoGeralSemuc orienta motoristas sobre violência contra a mulher em MaceióGeralPrefeitura de Maceió avança na obra do Mercado do JacintinhoEducaçãoAção educativa da PRF em escola de Santana do Ipanema (AL) emociona crianças e rende cartinha de agradecimento feita à mãoEconomiaRecuperação extrajudicial não afeta indenização em Maceió, diz BraskemGeral INSS volta a liberar consignado sem biometria facial para aposentadosGeralPrefeitura e Dnocs iniciam mapeamento para sistemas de abastecimento de água na zona rural de PalmeiraEconomiaDistribuidoras de energia cortam 1 GW para evitar colapso

Praga digital ataca brasileiros com mensagens sobre o coronavírus e comandos escondidos em canais do YouTube

Redação13 de maio de 2020832 visualizações

Conhecido como 'Astaroth', programa rouba senhas capturadas em sistemas contaminados. Criminosos registram canais no YouTube e inserem códigos nas descrições para dar [...]

Conhecido como 'Astaroth', programa rouba senhas capturadas em sistemas contaminados. Criminosos registram canais no YouTube e inserem códigos nas descrições para dar comandos ao ladrão de senhas Astaroth.

Reprodução

Especialistas em segurança identificaram uma nova versão do Astaroth, um programa malicioso que rouba informações dos computadores. A praga digital chamou a atenção por usar uma rede de canais do YouTube para receber "comandos" dos criminosos e ser propagada por e-mails com o tema do coronavírus e da Covid-19.

O Astaroth rouba senhas digitadas nos sistemas contaminados. Ele não é uma praga digital nova, mas vem recebendo diversos aprimoramentos dos seus criadores.

A análise mais recente do código foi publicada pelo Talos, uma equipe de especialistas em segurança digital da Cisco, nesta segunda-feira (11).

Os analistas observaram que a praga digital possui uma série de mecanismos para evitar o estudo do seu funcionamento. O código interrompe sua própria execução caso detecte um ambiente virtual ou a presença de ferramentas de monitoramento que poderiam rastrear as operações realizadas pelo programa.

Coronavírus e canais falsos no YouTube

De acordo com a análise do Talos, o Astaroth vem atacando usuários no Brasil há pelo menos nove meses, embora seja possível que a atividade tenha começado até um ano atrás.

O software é propagado por e-mails enviados em massa, que recentemente passaram a utilizar o tema do coronavírus e da Covid-19. O tema de boletos em atraso também é muito comum.

Uma das mensagens, por exemplo, promete um "portfólio" de recomendações para se proteger do coronavírus. A mensagem pode ter erros de português, mas essa não é uma característica obrigatória.

E-mail falso que propaga a praga digital Astaroth usando o tema do novo coronavírus e a Covid-19.

Reprodução/Cisco Talos

Os e-mails sempre incluem um link para um arquivo – normalmente um arquivo ".ZIP". Dentro do arquivo compactado, os criminosos colocam um arquivo ".lnk", que é um atalho do Windows – ou seja, um arquivo muito pequeno. Esse "atalho" executa um comando que realiza o download do próximo estágio da contaminação.

Depois que o Astaroth se estabelece no sistema, ele "visita" uma série de canais no YouTube. O usuário não verá nenhum sinal de que esse acesso aconteceu, mas as descrições dos canais – que parecem ser apenas um código sem sentido – são interpretadas como comandos para que o ladrão de senhas saiba o que deve fazer em seguida.

A estratégia de usar perfis em redes sociais para abrigar comandos de pragas digitais não é nova. Ela dificulta a ação de especialistas que tentam derrubar a infraestrutura dessas pragas digitais, já que os perfis, por si só, são normalmente inofensivos.

O blog procurou o Google para perguntar qual seria a postura da empresa em relação aos canais identificados pelo Telos. Até a publicação deste texto, o Google ainda não havia se pronunciado e os canais estavam on-line.

E-mails com cobranças falsas também são usados na propagação do Astaroth.

Reprodução/Cisco Talos

Sofisticação técnica

O Astaroth tem diversas características técnicas avançadas. Além de tentar "fugir" da atenção de analistas e de sistemas de detecção automática, o código também foi programado de tal maneira a evitar que usuários suspeitem da presença de um programa nocivo.

Praticamente todas operações do programa são realizadas a partir de programas legítimos do Windows – mas nenhum arquivo do Windows é modificado. Os criadores do ladrão de senhas utilizam técnicas para injetar o código diretamente na memória de outros programas, ou então se aproveitam de utilitários que foram projetados para executar comandos especificados por outros programas.

Para o Talos da Cisco, o Astaroth é um "exemplo do nível de sofisticação técnica que está sendo alcançada por crimeware". O termo "crimeware", usado pelos especialistas, se refere aos programas maliciosos usados por criminosos – como é o caso do Astaroth – e que normalmente não possuem a mesma sofisticação dos softwares de espionagem patrocinados por governos.

Ucrânia diz ter impedido ataque do vírus VPNFilter em estação de tratamento de água

Hackers de grupo ligado à Coreia do Norte atacaram bancos na América Latina

Cada versão do Astaroth é identificada por um número e um nome, que normalmente faz alusão a um demônio. De acordo com os analistas, esta versão é identificada pelo número "157" e pelo codinome "Gomory", associado a um demônio chamado "Gremory". Essas informações estão dentro do próprio código da praga digital.

O nome "Astaroth", que é usado para identificar todas as versões dessa praga, também se refere um demônio.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Fonte: G1

Continue Lendo