quarta-feira, 07 de outubro de 202619:02:25
Pode chover 55%
TV Alagoas
EconomiaPetróleo fecha em queda com risco geopolítico e estoques nos EUASaúdeAtendimento materno-infantil e oncológico é referência em Mossoró (RN)PolicialHutis atacam aeroporto no Iêmen antes de voo do CairoGeralPorsche revela teaser de supercarro de motor central para rivalizar com FerrariGeralDMTT realiza batedor para auxiliar mulher em trabalho de parto em MaceióSaúdeMaceió amplia vacinação contra HPV para crianças vítimas de violência sexualGeralIlumina Maceió ilumina viadutos e Avenida Sílvio Viana para Outubro RosaEducaçãoCreches Gigantinhos em Maceió ampliam oportunidades para criançasGeralProcon Maceió divulga pesquisa de preços para o Dia das CriançasGeralPalmeira dos Índios distribui mais de 300 litros de sopa nesta quartaPolíticaOposição busca adiar votação do fim da 6×1 no Senado para após 2º turnoSaúdeMinistério da Saúde e Fiocruz criam laboratório no Ceará para terapia CAR-T

Operação Aurantium: PF investiga fraudes relacionadas ao Fundeb, Pnate e SUS em Estrela de Alagoas

Redação03 de setembro de 2020

A Polícia Federal (PF) em Alagoas deflagrou na manhã desta quinta-feira (3), a Operação Aurantium, que investiga condutas criminosas relacionadas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), Programa Nacional do Transporte Escolar (PNATE) e Sistema Único de Saúde (SUS), no município de Estrela de Alagoas/AL, no Agreste do estado, do período de 2013 até a presente data.

As condutas investigadas configuram os crimes de fraude à licitação, desvios de recursos públicos federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 35 mandados judiciais de busca e apreensão nos municípios de Estrela de Alagoas, Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Feira Grande, Coqueiro Seco, Tanque D´arca, Colônia Leopoldina e Barra de São Miguel, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Publicidade
Cesmac

Segundo os indícios colhidos durante a investigação, agentes públicos do município de Estrela de Alagoas, em conluio com particulares - supostos empresários, contadores e laranjas- teriam fraudado um procedimento licitatório no ano de 2013, a fim de justificar a contratação de uma pessoa jurídica inidônea, com suposta sede em Arapiraca/AL, que serviria apenas para emitir notas fiscais frias visando acobertar os vultosos desvios de recursos públicos federais, dando a entender que estaria prestando o serviço de locação de veículos e máquinas pesadas.

Tal contratação fictícia perdurou entre 2013 até 2015, período em que a investigação identificou que a pessoa jurídica contratada recebeu R$ 12.951.213,73 (doze milhões novecentos e cinquenta e um mil duzentos e treze reais e setenta e três centavos) oriundos dos cofres públicos municipais para, supostamente, realizar o transporte escolar, bem como nas áreas de saúde e administrativa do município, cujo serviço, na verdade, era precariamente prestado por particulares do próprio município, que locavam os seus veículos a um custo muito menor do que aquele que fora contratado, em veículos impróprios para tal fim.

Sobre este primeiro contrato, a Polícia Federal já colheu robustos indícios de que, no mínimo, R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) teriam sido desviados em proveito dos investigados, principalmente através de saques “na boca do caixa”.

Ainda no mesmo contexto, a investigação identificou que, no ano de 2017, também em Estrela de Alagoas/AL, as mesmas condutas criminosas foram repetidas, fraudando-se outro procedimento licitatório, com idêntico objetivo, versando sobre a contratação de outra pessoa jurídica, novamente, apenas para justificar a emissão de notas fiscais graciosas, aptas a simular a prestação do serviço de locação de veículos para o transporte escolar e justificar mais desvios de recursos públicos federais.

Neste segundo contrato, a investigação constatou que esta outra pessoa jurídica já teria recebido, entre 01/12/17 e 27/06/18, no mínimo, R$ 2.421.099,54 (dois milhões quatrocentos e vinte e um mil noventa e nove reais e cinquenta e quatro centavos), oriundos do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação – FNDE, Fundo Nacional de Saúde – FNS/SUS e Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB.

Considerando-se que este último contrato possui o valor inicial de R$ 5.602.338,66 (cinco milhões seiscentos e dois mil trezentos e trinta e oito reais e sessenta e seis centavos), e já havendo outros dois aditivos de prazo, com o mesmo valor, chega-se à absurda quantia de R$ 16.807.015,98 (dezesseis milhões oitocentos e sete mil quinze reais e noventa e oito centavos) destinados à locação de veículos e máquinas pelo diminuto e pouco populoso município de Estrela de Alagoas/AL, no curto espaço de três anos, desde abril de 2017.

Para operacionalizar os desvios, e a ocultação dos valores desviados, foram utilizadas interpostas pessoas, inclusive parentes de agentes públicos do município, conhecidas como “laranjas”.

Cento e cinquenta policiais federais participam desta fase ostensiva da operação, cujo nome, Operação Aurantium, faz alusão ao significado em português, que seria laranja-azeda ou amarga, relacionando-se com o modus operandi utilizado pelos investigados para desviar e ocultar os recursos públicos federais através de interpostas pessoas, popularmente conhecidas como “laranjas“.

Continue Lendo