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Médica do Hospital da Criança orienta sobre os impactos da gravidez na adolescência

Redação19 de fevereiro de 2024343 visualizações
Médica do Hospital da Criança orienta sobre os impactos da gravidez na adolescência
© Reprodução

A gravidez na adolescência traz uma série de impactos físicos, psicológicos e sociais para a vida de meninas e dos bebês. O alerta é da hebiatra (médica especializada em adolescentes) do Hospital da Criança, Valéria Cajé, que orienta sobre os impactos deste tipo de gravidez e como ter acesso aos serviços do Ambulatório Especializado em Hebiatria.

De acordo com a especialista, a sexualidade deve ser trabalhada desde a infância, com a orientação e esclarecimento das dúvidas, de acordo com a fase que a criança ou o adolescente está vivendo. “As pessoas confundem muito a sexualidade com sexo. O sexo está relacionado aos órgãos genitais e faz parte da sexualidade, que é algo muito maior, e envolve todos os órgãos dos sentidos, e dimensões psicológicas e sociais, como o amor, respeito e a compreensão, possibilitando crescer de forma consciente para o início da vida sexual de forma segura”, explica.

A médica reforça que a população deve ser conscientizada sobre os riscos da gravidez na adolescência. Ela destaca que a gestação não é só apenas a vinda de um bebê ao mundo, mas o impacto futuro na vida da mãe, da família e, principalmente, da criança. “Sabemos que vários fatores colaboram para a gravidez na adolescência, mas o maior deles é a desinformação. Por isso, precisamos ressaltar a importância do adolescente ter um canal aberto com o serviço de saúde, que saiba acolher e entender sem julgamento, que os orientem sobre todos os riscos e implicações futuras de uma gestação precoce, e que também ofereça para os adolescentes todos os métodos contraceptivos existente na rede” enfatiza.

Valéria Cajé reforça que a gravidez na juventude pode causar problemas de saúde física e mental. “Uma gravidez nessa faixa etária é um risco de saúde pública, principalmente abaixo de 16 anos, e para as adolescentes que têm a gestação nos primeiros dois anos da menstruação. Nessa faixa etária ocorre um risco maior de mortalidade materna, eclâmpsia, diabetes gestacional, hipertensão, anemia e infecções urinárias. Já para o bebê, existe maior probabilidade de parto prematuro, baixo peso ao nascer e malformações”, disse.

Ambulatório de Hebiatria

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o paciente da hebiatria está na faixa de 10 a 20 anos de idade. Nessa especialidade, a consulta envolve não só o adolescente, mas também a presença dos pais ou responsáveis. Durante as consultas, são tratados assuntos próprios do período da adolescência e do início da juventude.

No Hospital da Criança (HC), o Ambulatório Especializado em Hebiatria funciona na quarta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, e na sexta-feira, das 8h às 12h. Os agendamentos das consultas são feitos pelo Sistema de Regulação do Estado (Sisreg). O paciente passará pela Unida de Básica de Saúde (UBS) e de lá as Secretarias Municipais de Saúde (SMSs) encaminham para o serviço.

No momento da consulta, os adolescentes, além de estarem acompanhados dos responsáveis, devem estar com formulário que é entregue pela UBS, gerado pelo SisReg, que mostra o dia, horário e a especialidade médica da consulta. Também é preciso levar identidade, CPF, cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e comprovante de residência.

Fonte: Secom Alagoas

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