terça-feira, 25 de agosto de 202603:15:27
Pode chover 44%
TV Alagoas
EducaçãoSemed Maceió promove formação em Educação Especial de 25/08 a 01/09EsportesPrefeito Rodrigo Cunha participa de competições no Gigantão em MaceióCulturaAlfarrábios revitalizados atraem visitantes no Centro de MaceióGeralProcon Maceió inaugura núcleo de atendimento no Benedito BentesEducaçãoPrefeito Rodrigo Cunha entrega Gigantinho Bilíngue no Vergel do LagoGeralSemuc orienta motoristas sobre violência contra a mulher em MaceióGeralPrefeitura de Maceió avança na obra do Mercado do JacintinhoEducaçãoAção educativa da PRF em escola de Santana do Ipanema (AL) emociona crianças e rende cartinha de agradecimento feita à mãoEconomiaRecuperação extrajudicial não afeta indenização em Maceió, diz BraskemGeral INSS volta a liberar consignado sem biometria facial para aposentadosGeralPrefeitura e Dnocs iniciam mapeamento para sistemas de abastecimento de água na zona rural de PalmeiraEconomiaDistribuidoras de energia cortam 1 GW para evitar colapso

Lira nega Bolsa Família de R$ 400 e furo do teto de gastos

Redação03 de agosto de 2021593 visualizações

Lira falou a jornalistas antes de abrir formalmente a primeira sessão da Câmara após o recesso parlamentar. Ele falou sobre a reunião realizada na segunda-feira (2) na residência oficial do Senado com o presidente Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e os ministros Paulo Guedes (Economia), Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e João Roma (Cidadania).

Lira negou que a PEC que o governo pretende apresentar e que vai adiar o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça -chamadas de precatórios- tenha como objetivo abrir espaço para criar um Bolsa Família de R$ 400.

"Isso em nenhum momento foi falado na reunião. E eu queria aqui reafirmar que não há a possibilidade de se estourar teto de gastos no Brasil a depender da vontade do Legislativo", afirmou.

Segundo ele, o novo Bolsa Família virá por uma medida provisória própria, dentro do Orçamento e do teto de gastos, com valor médio e planejado em torno de R$ 300. "Isso é o que vem sendo comentado."

"De uma vez por todas, que nós tenhamos calma nesses momentos em que muitas vezes a polarização e as discussões entre Poderes afloram de maneira mais efusiva, e aqui no Legislativo nós teremos tranquilidade, como sempre tivemos, para manter as coisas como sempre foram", afirmou. "Não houve essa conversa de R$ 400, não há essa conversa de Bolsa Família dentro de PEC, não há essa conversa de furar teto de gastos."

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo pode sugerir até dobrar o valor médio pago a beneficiários do Bolsa Família.

"No momento, vivemos ainda auxílio emergencial mais baixo, mas estamos aqui ultimando esforços e estudos no sentido de dar aumento de, no mínimo, 50% para o Bolsa Família, podendo chegar até 100% em média", afirmou o presidente em entrevista à TV Asa Branca, de Pernambuco.

Hoje o valor médio distribuído a 14 milhões de beneficiários é R$ 192. O presidente não citou a qual cifra pretende chegar.

Lira negou ainda qualquer possibilidade de calote nos precatórios. "É impossível se pagar R$ 90 bilhões sem que haja nenhum tipo de atingimento ao teto", afirmou.

"Nós não queremos romper o teto e o Brasil não pode dar calote. Então, a ideia da PEC de ajustar esses pagamentos, preservando os pagamentos alimentícios e até um determinado valor, e fazer um parcelamento do restante do débito é o mesmo critério que foi aprovado e está na Constituição para estados e municípios", afirmou.

O deputado defendeu que se considere a média de precatórios paga nos últimos cinco anos. "E a gente saiu de R$ 13 milhões há cinco anos para R$ 90 bilhões no ano que vem, então isso não é média, isso praticamente engessa e faz um estrago no Orçamento e nas contas públicas do governo."

O discurso se alinha ao de Guedes, que defendeu que o governo não tem capacidade para o pagamento de todos os precatórios programados para 2022 e por isso está propondo o parcelamento dos valores. "Devo, não nego; pagarei assim que puder", afirmou.

Segundo ele, a medida em discussão com o Congresso não vai levar à falta de pagamento dos precatórios -dívidas do Estado reconhecidas pela Justiça. "Não haverá calote", afirmou, em evento virtual promovido pelo site Poder 360.

Tags:
Economia

Continue Lendo