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James Webb identifica primeiros fios de teia cósmica

Redação29 de junho de 2023244 visualizações
James Webb identifica primeiros fios de teia cósmica

As galáxias no universo não estão posicionadas de forma aleatória.

As galáxias no universo não estão posicionadas de forma aleatória. Além dos aglomerados, elas também estão conectadas em estruturas gigantescas formadas por filamentos de gás e poeira, possuindo vazios estéreos entre elas. Essa formação é conhecida como Teia Cósmica, e agora pela primeira vez, o James Webb a identificou.

O arranjo semelhante a um fio possui 3 milhões de anos-luz de comprimento e está ancorado a um quasar luminoso, um buraco negro ativo, ligando 10 galáxias que surgiram 830 milhões de anos-luz depois do Big Bang. Apesar de ser bem fino, os pesquisadores acreditam que no futuro o filamento irá evoluir para um aglomerado de galáxias enorme.

Fiquei surpreso com o quão longo e estreito é esse filamento. Eu esperava encontrar algo, mas não esperava uma estrutura tão longa e distintamente fina.Xiaohui Fan, membro da equipe que encontrou o filamento, em comunicado
A imagem feita pela NIRCam do James Webb mostra as dez galáxias ligadas pelo filamento da teia cósmica. Elas estão demarcadas pelos oito círculos em uma linha diagonal (alguns com duas galaxias em um único círculo). (Credito:NASA, ESA, CSA, Feige Wang (Universidade do Arizona) e Joseph DePasquale (STScI))
A descoberta do fio cósmico foi feita pelo ASPIRE (A SPectroscopic survey of biased halos In the Reionization Era), cujo objetivo é entender o ambiente cósmico dos primeiros buracos negros. A pesquisa investigará ao todo 25 quasares que surgiram antes do universo completar seu primeiro bilhão de anos, na época da Reionização, para entender como eles formaram a estrutura cósmica.

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Buracos negros em crescimento

Outra parte do estudo do grupo está investigando oito quasares no universo jovem que possuem entre 600 milhões e 2 bilhões de massas solares que se formaram também no primeiro bilhão após o Big Bang. O objetivo é entender como eles surgiram e cresceram tão rápido.

Os pesquisadores apontam que para buracos negros supermassivos como esses terem surgindo tão rápido no universo, eles precisam satisfazer dois critérios. O primeiro é que o colapso direto que os formou precisa ser enorme, e mesmo que isso aconteça, eles precisam ter disponíveis grandes quantidade de matéria para crescerem.

As observações do James Webb também mostraram como esses quasares podem regular a formação de estrelas em suas galáxias, já que enquanto sugam matéria, eles também podem gerar enormes fluxos de materiais.

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Filamento cósmicoJames webb space telescopeCiência e espaçoAglomerado de galáxiasGaláxia

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