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Informalidade atinge 45% dos trabalhadores alagoanos, diz IBGE

Redação30 de agosto de 2022316 visualizações
Informalidade atinge 45% dos trabalhadores alagoanos, diz IBGE
© Reprodução/Gazetaweb

Na prática, 538 mil alagoanos trabalham de forma informal, sem nenhuma garantia trabalhista

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa de informalidade em Alagoas chegou a 45,2% no segundo trimestre de 2022, acima da taxa nacional de 40% e no 15º lugar nacional. Na prática, 538 mil alagoanos trabalham de forma informal, sem nenhuma garantia trabalhista.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o contingente de informais aumentou em 20 mil, tendo em vista que eram 518 mil no segundo trimestre de 2021.

Para o cálculo da proxy de taxa de informalidade da população ocupada são consideradas as seguintes populações: Empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada; Empregado doméstico sem carteira de trabalho assinada; Empregador sem registro no CNPJ; Trabalhador por conta própria sem registro no CNPJ; e Trabalhador familiar auxiliar.

No Brasil, as maiores taxas de informalidade ficaram com Pará (61,8%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (57,7%) e as menores, com Santa Catarina (27,2%), São Paulo (31,1%) e Distrito Federal (31,2%).

Em Alagoas, o número de trabalhadores domésticos que atuam sem carteira assinada, que entram para as estatísticas dos informais, aumentou 18% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o IBGE, são 63 mil trabalhadores domésticos atuando sem carteira em Alagoas, ante 53 mil no segundo trimestre do ano passado. Esse valor era de 59 mil no primeiro trimestre deste ano

. Já o número de trabalhadores domésticos com carteira assinada se manteve em 17 mil, como observado no segundo trimestre de 2021. No geral, a taxa de desemprego aferida em Alagoas no segundo trimestre de 2022 foi a 10ª maior do Brasil.

A taxa em Alagoas é de 11,1%, o que significa 149 mil alagoanos estão sem emprego. Em todo o Brasil, a taxa ficou em 9,3%. Os menores índices estão em Santa Catarina (3,9%), no Mato Grosso (4,4%) e no Mato Grosso do Sul (5,2%).

O Nordeste permanece com a maior taxa de desocupação entre as regiões: 12,7%.

O maior índice de desemprego é o da Bahia (15,5%), seguido de Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%). Segundo o IBGE, Alagoas conta com 2,6 milhões de pessoas em idade de trabalhar.

O número de pessoas que trabalham no estado é de 1,1 milhão. Destas, 531 mil trabalham no setor privado, 215 no setor público e 538 mil são informais.

No geral, a taxa de desemprego caiu em 22 das 27 unidades da federação no 2º trimestre, na comparação com os 3 primeiros meses do ano.

A taxa de desocupação no segundo trimestre de 2022 ficou em 9,3%. No trimestre anterior, o índice nacional estava em 11,1% e no mesmo trimestre do ano passado o desemprego era de 14,2%.

Os trabalhadores por conta própria são 26,2% da população ocupada do país e a taxa composta de subutilização da força de trabalho foi de 21,2%.


Fonte: Gazetaweb

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