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EUA retiram Brasil da lista de países em desenvolvimento; medida pode restringir benefícios comerciais

Redação12 de fevereiro de 2020

Além do Brasil, EUA alterou status da África do Sul, Índia e Colômbia. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (EUA) publicou uma nota nesta [...]

> Além do Brasil, EUA alterou status da África do Sul, Índia e Colômbia. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos (EUA) publicou uma nota nesta segunda-feira (10) informando que retirou o Brasil da lista de países em desenvolvimento, o que pode restringir benefícios comerciais concedidos às nações que estão nessa categoria.

Além do Brasil, mais 18 países como África do Sul, Índia e Colômbia também foram tirados dessa lista. Com isso, o tratamento preferencial dados a esses países nas negociações pode diminuir. Esses benefícios são, por exemplo, prazos mais longos para negociar, vantagens tarifárias e de acesso a mercados.

A medida também diminuirá as barreiras para que o presidente dos EUA, Donald Trump, investigue, por exemplo, casos de exportações subsidiadas em outros países.

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Donald Trump, presidente dos EUA, faz as primeiras declarações

Joshua Roberts/Reuters

Em nota, o governo dos EUA afirma que a decisão leva em conta "fatores econômicos, comerciais e outros, como o nível de desenvolvimento de um país e a participação de um país no comércio mundial." Além disso, o departamento de Comércio ressaltou que a decisão foi motivada por pedidos de adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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Entenda sobre tratamento especial do Brasil na OMC

Em março de 2019, o presidente Jair Bolsonaro viajou a Washington para pedir a Donald Trump apoio à entrada do Brasil na OCDE. Em troca, o presidente dos EUA disse que o país teria que "abrir mão" do tratamento preferencial na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Ainda na nota oficial, o governo dos EUA destacou que não considerou indicadores de desenvolvimento social, como taxas de mortalidade infantil, analfabetismo e expectativa de vida ao nascer nascimento, como base para mudar o status dos países.

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Fonte: G1

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