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Cofundador da OceanGate quer habitar Vênus até 2050

Redação30 de julho de 2023202 visualizações
Cofundador da OceanGate quer habitar Vênus até 2050

Um dos cofundadores da OceanGate, Guillermo Söhnlein, não desiste de projetos ousados e agora almeja levar mil humanos para viver no planeta Vênus até 2050.

Um dos cofundadores da OceanGate, Guillermo Söhnlein, não desiste de projetos ousados e agora almeja levar mil humanos para viver no planeta Vênus até 2050. A empresa é responsável pelo submersível que implodiu com a tripulação dentro numa expedição aos escombros do Titanic, no final de junho.

Para quem tem pressa:

  • Um dos cofundadores da OceanGate, Guillermo Söhnlein, almeja levar mil humanos para viver em Vênus até 2050;
  • Especialistas não veem com bons olhos a ideia, devido às condições atmosféricas adversas do planeta;
  • Apesar dessas preocupações, Söhnlein acredita que a humanidade poderia viver numa camada específica da atmosfera venusiana;
  • Söhnlein também acredita que a implosão do submersível Titan não deve impedir a continuidade dos estudos sobre o uso de fibra de carbono em explorações submarinas.
Söhnlein afirmou, em entrevista ao Insider, que essa empreitada é menos desafiadora do que os planos de Elon Musk de levar um milhão de pessoas para Marte no mesmo período.

Leia mais:

OceanGate em Vênus?

Planeta Vênus
(Imagem: NASA/JPL)
Especialistas da indústria espacial não veem com bons olhos a ideia de habitar Vênus, devido às condições atmosféricas adversas do planeta.

Além de ser o mais quente do Sistema Solar, sua atmosfera é rica em dióxido de carbono e chuvas de ácido sulfúrico. Como se não bastasse, sua pressão atmosférica é 90 vezes maior do que a da Terra, segundo a NASA.

Apesar dessas preocupações, Söhnlein acredita que a humanidade poderia viver numa camada específica da atmosfera venusiana onde as temperaturas são mais baixas e a pressão não é tão intensa.

Para isso, ele propõe a construção de uma estação espacial capaz de resistir às chuvas ácidas, na qual uma colônia aérea poderia ser estabelecida para abrigar mil pessoas.

Sonho longíquo

Guillermo Söhnlein, cofundador OceanGate
(Imagem: Bold Community)
Desde sua infância, Söhnlein afirma ter tido o desejo de ajudar a humanidade a se tornar uma espécie multi-planetária, mencionando um sonho recorrente de ser o comandante da primeira colônia em Marte.

Ele acredita que as expedições de submersíveis da OceanGate eram uma forma de se aproximar dessa visão, mesmo sem sair da Terra.

O executivo mantinha em mente que os conhecimentos e tecnologias adquiridos nessa área poderiam ser úteis para futuras explorações espaciais.

Apesar disso, os submersíveis da OceanGate nunca receberam aprovação de agências reguladoras, devido à falta de certificação de sua segurança.

O CEO Stockton Rush, cofundador da empresa e uma das vítimas do acidente, considerava isso uma distração do trabalho principal.

Söhnlein acredita que empreendimentos que ultrapassem limites exigem riscos calculados e que o acidente do submersível não deve impedir a continuidade dos estudos sobre o uso de fibra de carbono em explorações submarinas.

Por fim, o executivo afirma que a humanidade pode estar à beira de uma grande descoberta. Mas corre o risco de não aproveitá-la, se fechar e voltar ao status quo, deixando de explorar os limites do conhecimento e da capacidade humana.

Com informações de Insider (em inglês)

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