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Vácuo de poder na CBF faz Diniz assumir responsabilidade para além do campo

Redação07 de setembro de 2023420 visualizações
Vácuo de poder na CBF faz Diniz assumir responsabilidade para além do campo

RIO DE JANEIRO, RJ, E BELÉM, PA (UOL/FOLHAPRESS) - Fernando Diniz vive as primeiras semanas como técnico da seleção brasileira e seu papel não se limitou a convocar, treinar e escalar o time.

No dia 18 de agosto, Fernando Diniz cortou Lucas Paquetá de última hora. Minutos antes do anúncio dos convocados, saiu na imprensa inglesa a notícia da investigação por suposta manipulação.

Diniz argumentou, naquele momento, que era melhor preservar Paquetá. Enquanto a investigação continua, o meio-campista atua normalmente pelo West Ham.

No mesmo dia, Diniz foi perguntado sobre Antony. Naquele momento, existia uma denúncia da ex-namorada Gabriela Cavallin por violência doméstica. O treinador disse que o assunto era "incipiente".

Na última segunda-feira (4), o UOL revelou detalhes da denúncia mais recente, na Inglaterra. A CBF, então, cortou Antony da lista.

Fernando Diniz teve participação direta em ambos os cortes: Paquetá e Antony. Com Antony, inclusive, foi ele quem deu a notícia ao atacante do Manchester United (Inglaterra).

VÁCUO

A CBF não tem um diretor de seleções após a saída de Juninho. O presidente Ednaldo Rodrigues acumula a função.

Ednaldo toma as principais decisões, mas consulta Diniz. Os demais dirigentes da CBF, como os vice-presidentes, pouco sabem.

O presidente da CBF não descarta a chegada de um diretor, porém, entende que pode executar esse papel.

Diniz não dá expediente na CBF e se concentra no Fluminense no dia a dia. Quando se apresenta à seleção, Ednaldo usa mais da experiência do profissional para essas questões extracampo.

Rodrigues acredita que, além de um grande técnico, Diniz tem conhecimento para melhorar o futebol brasileiro como um todo, não só a seleção. A ideia é tê-lo de alguma forma na CBF após a chegada de Carlo Ancelotti, prevista para meados de 2024.

O técnico é ouvido sobre necessidade ou não de mais profissionais para a CBF, questões de logística, calendário e casos mais sensíveis, como os cortes de Antony e Lucas Paquetá.

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Esporte

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