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Uma CPI precisa de fundamento jurídico, e não pode servir de instrumento eleitoral para oferecer projeção a determinado grupo ou indivíduo, disse Cibele Moura

Redação13 de maio de 2020

A deputada estadual, Cibele Moura, utilizou suas redes sociais para se posicionar diante de um pedido feito por uma conta no instagram do ativista político Rodolfo Barros, para a abertura de uma CPI, que teria como objetivo investigar gastos do Estado com a pandemia do novo coronavírus em AL.

Confira a nota da deputada abaixo:

"A transparência e a efetividade das políticas públicas constituem algumas das minhas principais bandeiras, desde que tomei posse na Assembleia Legislativa de Alagoas. Foi nesse sentido que minha equipe e eu desenvolvemos o Projeto Rota da Educação, ocasião em que vi de perto a realidade das escolas da Rede Pública estadual e pude cobrar do Governo do Estado medidas concretas para a solução dos problemas.

Dessa forma, tem surgido nas redes sociais, um movimento pela instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o Governo de Alagoas, a qual tem sido denominada de "CPI da Covid-19 em Alagoas". É preciso, a priori, entender que o próprio Regimento Interno da Assembleia Legislativa determina que uma CPI só poderá ser instalada mediante a apresentação, via requerimento, de uma fato determinado, que é aquele considerado de relevante interesse para a vida pública e ordem constitucional, legal, econômica e social, o qual deve estar devidamente caracterizado, ocorrendo a subsunção do fato a norma, para que seja apreciado, não podendo servir como um instrumento meramente eleitoral.

Nesse sentido, até o momento não recebi quaisquer informações que ensejem na possibilidade de formalização de um requerimento, bem como não há qualquer tramitação na Casa de Tavares Bastos nesse sentido. Sendo assim, antes de qualquer posicionamento, é importante que haja um levantamento sério, independente e determinado dos possíveis fatos a serem investigados, uma vez que a CPI é um instrumento político-jurídico que cumpre com a atividade fim do Poder Legislativo, qual seja a fiscalização do Governo do Estado.

Portanto, informo que, até o presente momento, não recebi quaisquer denúncias sobre fatos que ensejem na formação de um requerimento, tampouco na instauração de uma CPI. Mas comunico que meu gabinete segue de portas abertas e prezando pelo diálogo e pela transparência. Por fim, é preciso que diante da crise que vivemos, deixemos as aspirações políticas de lado e prezemos pelo combate ao coronavírus, bem como pela fiscalização das instituições, mas sempre com base na legalidade.

Importante salientar que a Casa Tavares Bastos exerce seu papel de fiscalização continuamente, independente de uma eventual instauração de CPI, de modo que continua a propor soluções para a crise sanitária e econômica em que vivemos.

Dessa forma, reitero que todas as ações do Executivo Estadual estão sendo fiscalizadas, todavia uma CPI precisa de fundamento jurídico e fático concreto, não podendo servir como instrumento eleitoral ou para oferecer projeção a determinado grupo ou indivíduo." finalizou Cibele Moura.

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