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STF ouvirá Moro no dia 16 em audiência sobre juiz de garantias

Redação05 de março de 2020

Criação do juiz de garantias foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Bolsonaro, mas ações foram apresentadas ao STF, e medida foi suspensa. Entidades também [...]

> Criação do juiz de garantias foi aprovada pelo Congresso e sancionada por Bolsonaro, mas ações foram apresentadas ao STF, e medida foi suspensa. Entidades também serão ouvidas. O ministro da Justiça, Sergio Moro

Marcos Oliveira/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouvirá o ministro da Justiça, Sergio Moro, no próximo dia 16, em uma audiência sobre a figura do juiz de garantias. A lista de convidados foi divulgado nesta quarta-feira (4) pelo ministro Luiz Fux.

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A figura do juiz de garantias foi criada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, durante a votação do projeto anticrime. A medida foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas ações foram apresentadas ao STF, e a criação do juiz de garantias foi suspensa por Fux, relator das ações.

Juiz de garantias: perguntas e respostas sobre o tema

Ao todo, o STF ouvirá 57 autoridades e representantes da sociedade civil sobre o tema, entre os dias 16 e 30 de março.

Moro costuma criticar o juiz de garantias e, antes de o presidente sancionar a lei, recomendou veto.

Quem será ouvido pelo STF?

Além do ministro Sergio Moro, serão ouvidos pelo STF, entre outras pessoas:

ministro Humberto Martins, presidente do grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que discute a medida;

desembargadores de tribunais de Justiça, de tribunais regionais federais;

subprocuradora Luiza Frischeisen e integrantes do Ministério Público;

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representantes da Defensoria Pública da União e de defensores públicos dos estados;

Fernando Mendes, presidente da Associação Nacional dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Mendes;

representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP);

representantes da Polícia Federal e da federação que representa a categoria;

As audiências serão comandadas pelo ministro Luiz Fux e, além do juiz de garantias, os debates vão incluir outras mudanças feitas na legislação pelo chamado pacote anticrime: as regras para a celebração de acordos de não-persecução penal e de arquivamento de inquéritos.

"As audiências públicas prestam-se a dois propósitos: primeiro, subsidiar a Corte com informações técnico-científicas sobre as questões em análise; segundo, propiciar que essas informações sejam exaustivamente debatidas, testadas e questionadas pelos atores participantes das audiências" afirmou o ministro.

Ministro do STF Luiz Fux suspende criação do juiz de garantias

Entenda a suspensão

No dia 15 de janeiro, durante o recesso, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu a aplicação do mecanismo por seis meses. Também determinou que o juiz de garantias não poderia ser implantado em procedimentos do Tribunal do Júri (que decide sobre crimes dolosos contra a vida, como homicídio); a casos de violência doméstica, enquadrados na Lei Maria da Penha; e em processos em tribunais de Justiça, tribunais regionais federais e tribunais superiores, como STF e STJ.

Coube a Toffoli analisar o tema porque, pelas regras internas da Corte, durante o recesso, as questões urgentes são analisadas pelo presidente. O tema foi considerado urgente porque o pacote anticrime entraria em vigor dias depois, em 23 de janeiro.

Na semana seguinte à decisão de Toffoli, no dia 22 de janeiro, Fux revogou a decisão do presidente do STF e suspendeu a medida por tempo indeterminado, além de ordenar a realização de audiências públicas para discussão do tema.

Fonte: G1

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