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Secti adere a programa e vai inserir reeducandos de Alagoas no mercado de trabalho

Redação04 de março de 2020

Uma oportunidade para mudar de vida. A Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) firmou, nesta quarta-feira (4), convênio com a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) para aderir ao programa de inserção de reeducandos do sistema prisional no mercado de trabalho.

Atualmente, a Secti já tem no seu quadro de colaboradores quatro custodiados que contribuem para o bom funcionamento da secretaria e para melhoria dos serviços prestados à sociedade. Para consolidar a política de reinserção social, o Governo de Alagoas criou a Lei Nº 7.177/10, que concede subvenção econômica às pessoas jurídicas que contratarem egressos do sistema prisional.

Além de o auxílio financeiro, a iniciativa propicia a remição na pena. A cada três dias trabalhados, um é descontado da pena dos que cumprem regime semiaberto.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) já figura entre as cincos secretarias de Administração Penitenciária que mais empregam reeducandos em todo o país: são aproximadamente 700 pessoas dos regime semiaberto e aberto.

Para secretária da Secti, Cecília Rocha, aderir ao programa e dar oportunidade a essas pessoas vai além de andar alinhado com as políticas públicas do estado de Alagoas, é uma forma de inclusão da pessoa privada de liberdade e de quebrar preconceitos.

“Fazer com que o apenado se profissionalize e tenha a chance de mudar a trajetória da sua vida é uma forma de reduzir índices de reincidência, exclusão e segregação social. Estamos felizes com essa parceria Secti e Seris. Os custodiados que já trabalham conosco contribuem de forma bastante significativa para melhoria dos nossos serviços”, afirmou a secretária.

Para o secretário Executivo de Gestão Interna, tenente coronel Marcos Henrique do Carmo, além de possibilitar emprego digno, os convênios impactam diretamente na redução da criminalidade em Alagoas. “Já temos 45 convênios firmados e cerca de 700 reeducandos trabalhando. Os números de reincidência nessa população é inferior a 2%, ou seja, com oportunidade, os reeducandos dificilmente voltarão a reincidir criminalmente”, afirmou.

Além da oportunidade de emprego, há um trabalho psicossocial feito tanto com os reeducandos quanto com os familiares, além da fiscalização por parte da Seris. “Tudo isso para garantir a excelência no trabalho”, completou o gestor adjunto da Seris.

Fonte: Assessoria

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