Salamandra mutante pode regenerar membros e partes do coração

Cientistas da Caltech e do Instituto Nacional de Biologia Básica do Japão fizeram novas descobertas sobre uma espécie de salamandra mutante capaz de regenerar membros com algum tipo de problema e partes de seu coração.
Cientistas da Caltech e do Instituto Nacional de Biologia Básica do Japão fizeram novas descobertas sobre uma espécie de salamandra mutante capaz de regenerar membros com algum tipo de problema e partes de seu coração. Os resultados do estudo foram publicados na última terça-feira, dia 5, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Entenda:
- Uma equipe de cientistas da Caltech e do Instituto Nacional de Biologia Básica do Japão fizeram novas descobertas sobre o processo de regeneração de membros de salamandras ibéricas;
- Os cientistas criaram uma linha de tritões sem FGF10 (molécula que atua no desenvolvimento de membros em animais e humanos na fase embrionária) com membros deformados para analisar suas capacidades regenerativas em fases de vida mais avançadas;
- Os membros atrofiados foram cirurgicamente removidos, mas voltaram a crescer perfeitamente.
- Como resultado, a equipe observou que a FGF8 – envolvida no desenvolvimento embrionário e de células nervosas – pode ser mais importante para o processo de regeneração do que a FGF10;
- O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Leia mais:
- Como esta criatura aquática que "não envelhece" consegue regenerar o cérebro
- Conheça o anfíbio gigante que habitou o Brasil na Pré-História
- Anfíbios estranhos comem a pele das mães para ganhar imunidade
A chave para a regeneração das salamandras mutantes
A equipe criou uma linha de tritões sem FGF10 para observar o impacto da molécula sobre o processo de regeneração. Os anfíbios desenvolveram membros atrofiados e deformados, que foram removidos cirurgicamente. Posteriormente, esses membros voltaram a se desenvolver perfeitamente.
Uma das principais diferenças é a presença de nervos, como explica a equipe no estudo. "Sabe-se que os fatores derivados dos nervos desempenham um papel crítico na regeneração. Essas descobertas, juntamente com nossos resultados, levantam a possibilidade de que a indução direta de FGF8 por sinais de regeneração – incluindo fatores derivados de nervos – em vez de FGF10 possa ser a chave para a regeneração dos membros em anfíbios caudados."
Fonte: Olhardigital



