Quase 32 milhões de doses da Janssen estão sem uso em galpão em SP, diz TV

O Brasil assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março de 2021, para a compra de 38 milhões de doses do imunizante. Outras 3 milhões vieram de uma doação feita pelo governo dos Estados Unidos, em junho do ano passado.
Segundo a reportagem, um informe técnico do Ministério da Saúde publicado nesta quarta revela que dessas 41 milhões de doses, somente 9.202.380 doses foram distribuídas para estados e municípios na campanha nacional de imunização contra a Covid-19.
A reportagem procurou o Ministério da Saúde para saber o motivo das doses encalhadas e aguarda o retorno.
Em nota enviada à TV Globo, a pasta disse que alguns estados "solicitaram a suspensão do envio dos imunizantes devido à saturação da rede de frios [freezeres e geladeiras que servem para armazenar as vacinas]".
O Ministério da Saúde confirmou ainda que 31,7 milhões de doses continuam armazenadas no Centro de Distribuição de Insumos Estratégicos e que "poderão ser prontamente distribuídas quando solicitadas pelos estados".
O governo brasileiro assinou contrato com a farmacêutica americana, ainda em março, para a aquisição de 38 milhões de doses de vacina contra a Covid. No caso da Janssen, seriam 16,9 milhões de doses entregues até o fim de julho, e o restante até novembro -o que de fato aconteceu.
Em junho, a FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, autorizou o envio de 3 milhões de doses de vacinas da Janssen ao Brasil. Na época, a previsão era que as vacinas deveriam ser distribuídas apenas às capitais -o que já estava sendo feito com a Pfizer, que exigia um esquema especial de manutenção a baixas temperaturas.
A vacina fabricada pela Johnson & Johnson teve eficácia global, calculada a partir de um ensaio clínico de fase 3 conduzido simultaneamente em oito países, incluindo o Brasil, de 66% -uma taxa considerada excelente para uma vacina de apenas uma dose. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado no ano passado.
Fonte: Notícias ao minuto




